A Secretaria da #Educação do Estado de São Paulo iniciou nessa semana uma reorganização em sua rede de ensino.  A medida tem o objetivo de ampliar o número de escolas divididas pelos três ciclos de educação: o primeiro reúne os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; o segundo, dos alunos do 6º ao 9º ano do fundamental, e o terceiro reúne os três anos do ensino médio, a partir do primeiro semestre de 2016.

De acordo com o site oficial do órgão, a nova proposta irá separar os alunos adolescentes do Ensino Médio dos alunos mais novos dos ensinos Infantil e Fundamental, que passarão a estudar apenas com estudantes de um único ciclo.

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Segundo a Secretaria da Educação, as escolas com ciclo único abrigam alunos com rendimento 10% superior às unidades com três ciclos de ensino.

Por outro lado, a notícia causou preocupação em pais que possuem mais de um filho na rede estadual de ensino, pois a ideia de que as escolas passem a atender os alunos somente de um dos ciclos da educação prejudicará os pais com transporte dos estudantes.

Maria Izabel Noronha que é presidente do Sindicato dos Professores (APEOESP) declarou que o sindicato não vê vantagens pedagógicas na nova proposta: “Se você tem um aluno que estudou numa #Escola e criou raízes ali dificilmente ele vai se ver identificado em outra escola que ele não escolheu para estudar, mas que ele foi obrigado a ir porque a secretaria organizou e não discutiu isso com o conselho de escola, com pais, com os alunos”.

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Além disso, a medida poderá prejudicar também os professores que possuem sua carga horária de aulas em somente uma escola e que leciona em séries de ciclos diferentes. Por exemplo, um professor de Língua Portuguesa que leciona nos ciclos fundamental e médio de uma escola, terá que distribuir sua carga horária de aulas em duas escolas.

A Secretaria implantou um limite de 1,5 km de distância para a transferência dos estudantes. Com isso mais de 1 milhão de alunos da rede estadual de São Paulo terão de mudar de escola a partir de  2016. O secretário de Educação, Herman Voorwald, afirmou o seguinte: “Além de ter uma escola focada em sua faixa etária, sem mistura de alunos de 6 anos com adolescentes de 17 anos, o estudante ganhará com a maior fixação dos professores, já que os docentes terão mais alunos de determinado ciclo para atribuir aulas em uma só unidade”.

Com a reestruturação planejada o governo tem expectativa de que até mil escolas sejam atingidas com a mudança. Os pais e alunos serão informados sobre o endereço da nova unidade até o mês de novembro deste ano.

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Atualmente a rede estadual de ensino possui 5.108 mil escolas e 3,8 milhões de alunos.

 Como projeto de longo prazo, a Secretaria da Educação pretende transferir a responsabilidade de todo o ensino básico às prefeituras, a chamada municipalização do ensino. Essa reorganização dos ciclos escolares seria a primeira etapa para a concretização desse processo. Com isso, de acordo com o governo, sobraria tempo e dinheiro pra ampliação do número de escolas de tempo integral, melhoria do ensino médio e investimentos na valorização dos profissionais da educação. #Geraldo Alckmin