A Confederação Brasileira de #Jogos Eletrônicos anunciou recentemente que São José dos Campos, no interior paulista, receberá até 2017 um polo de produção de jogos eletrônicos digitais, iniciativa inédita no país para um setor até então considerado um mercado apenas para jovens e adolescentes.

O local escolhido para implantação do polo foi o Parque Tecnológico da cidade, espaço que já abriga várias empresas e incubadoras inovadoras na área de pesquisa, estudos geográficos, tecnologia e outros segmentos ligados a #Inovação, ciência e tecnologia.

Em novembro de 2014, a Confederação Brasileira de Esportes Eletrônicos já havia realizado o 1º Seminário de Games e Gamificação do Vale do Paraíba, no mesmo parque tecnológico.

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O evento teve palestras e apresentações de cases de sucesso no segmento com o tema Games e Gameficação como estratégia empresarial e educação. 

O país tem grande potencial no segmento e é preciso incluí-lo nos planos de financiamento e políticas públicas para estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva de games eletrônicos e digitais. 

Mercado de games cresce

Com aumento da renda, expansão da #Internet e popularização dos smartphones e consoles de games aliados a constante inovação da tecnologia aplicada aos jogos, o mercado cresceu e atinge também mulheres, crianças e idosos.

Para imaginar o tamanho desta área, a PricewaterhouseCoopers divulgou que o mercado mundial de jogos digitais movimentou US$ 57 bilhões em 2010, enquanto o de cinema, US$ 31.8 bilhões. Em 2011, o setor movimentou US$ 74 bilhões, e as previsões indicam que deverá ultrapassar US$ 82 bilhões em 2015.

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Já o mercado brasileiro movimenta mais de US$ 1 bilhão em faturamento por ano, ficando em 11º lugar no mundo. 

Incentivo a indústria de games 

Nesta seara, o próprio Ministério da Cultura admitiu que vai investir em editais públicos para fomentar o setor, pois segundo o órgão, a indústria de videogames pode ser considerada uma economia possível no Brasil.

O Brasil é o mercado que mais consome games na América Latina e é o quarto maior mercado no mundo. O número de brasileiros jogando games chega a 45 milhões de jogadores, segundo uma pesquisa do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social por meio do Mapeamento da Indústria Brasileira e Global de Jogos Digitais. O mapeamento analisou as várias nuances do segmento e sua relação com outros setores como a Educação, Saúde, Defesa, Formação Profissional, Televisão e também buscou identificar todas as possibilidades de crescimento, potencial e formas de financiamento.

Segundo o banco, a indústria de jogos digitais tem sua importância relacionada não somente à sua capacidade de geração de emprego e renda, mas também pela vocação de promover a inovação tecnológica, que transborda para os mais diferentes setores da economia: arquitetura e construção civil, publicidade, as áreas de saúde, educação e defesa, treinamento e capacitação, entre outros setores.