Após a prisão de Carlos Kennedy Witthoeft, morador da cidade de Pomerode (Vale do Itajaí), em junho deste ano, por fabricação da substancia fosfoetalonamina, considerado um medicamento falso, a Universidade de São Paulo (USP) campus de São Carlos, se manifestou em nota com uma portaria interna proibindo a distribuição do medicamento para o tratamento do câncer.

Carlos manipulava a substância e distribuía gratuitamente para pessoas que estavam com a #Doença. Após ser denunciado à vigilância sanitária de Santa Catarina, ele foi preso por 12 dias e vai responder processo. "Estou com a consciência em paz", diz Carlos, em entrevista à imprensa.

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Segundo informações de Raquel Ribeiro Bittencourt, diretora da vigilância sanitária, houve duas denúncias. A primeira delas aconteceu quando a Polícia Civil investigava o caso em 2009. "A denunciante pedia informações sobre o medicamento que oferecia a cura para diversas doenças, inclusive, o câncer", afirma Raquel.

Pacientes que estavam em tratamento estão orientados a entrar na  #Justiça para obter o medicamento. Com a liminar judicial, o paciente consegue retirar o medicamento na USP. A Dra Alexandra Carmelino Zatorre, de São Carlos, é uma das advogadas que está brigando pela causa, e está ajudando muitas pessoas a conseguirem o medicamento, trabalhando nas liminares. 

De acordo com a Dra. Alexandra Latorre, o paciente que desejar entrar na justiça tem que tomar a primeira providência, que é conseguir um relatório médico atestando que é necessário o uso da fosfoetanolamina, sem esse documento, a Justiça não pode liberar.

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A  advogada também entrou com um processo na Justiça pedindo a liberação do medicamentos para todos.

"É uma situação delicada. Tenho mais de 20 processos e todo dia me liga alguém de um lugar diferente do país", diz Alexandra. "O juiz concede a liminar, a USP recorre e quando chega o Tribunal de Justiça, tem juízes que suspende porque entendem que tem que ter prescrição médica", explica. "Se me contassem antes de eu conhecer as pessoas, não acreditaria nos efeitos. Eu usaria se tivesse a doença", comentou a doutora ao portal G1. #Hospital