A Assembleia dos Professores Estaduais de São Paulo, realizada nesta quinta-feira, 29 (Dia Funcionário Público), junto a APEOESP (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), foi marcada para discutir as reivindicações acertadas com o governo na última greve (terminada no mês de junho) mas que não foram cumpridas.

Porém, a Assembleia se transformou numa grande #Manifestação nas ruas, e somou-se aos fechamentos de salas de aula, superlotação de outras, fechamento de escolas e a reorganização escolar.

VOZ ATIVA

Os professores da rede estadual ganharam reforços dos alunos, que abraçaram a causa dos docentes e as suas próprias, já que a reorganização escolar os afeta diretamente.

Publicidade
Publicidade

Com palavras de ordem, os alunos pediram o direito a “voz ativa”.  A organização e movimentação iniciou-se dentro das escolas com protestos ensaiados e apoiados por professores. Na Escola Estadual João Kopke, localizada na região central da cidade (Campos Elíseos), além de todas as questões apontadas, os alunos recusaram-se a entrar nas salas de aula por falta de água.

ENCONTRO 

A Assembleia ocorreu às 15h de ontem, no vão livre do MASP, na região da Avenida Paulista, conhecida por ser porto de protestos. Foi o primeiro grande encontro entre os docentes e discentes, que marcharam pedindo mudanças na Rede Estadual de Ensino.

A manifestação contou com a presença de professores, alunos, pais e funcionários da rede. Os alunos foram orientados por professores a não comparecerem às escolas, bem como os professores.

Publicidade

Já para os alunos menores, a orientação foi a de permanecerem em casa e que os pais disponíveis fossem juntar-se aos professores na região da Paulista.

A Avenida Paulista recebe novamente o clamor de educadores e educandos para que o Governo do Estado cumpra o seu papel, garantido por lei para a população, que é o de dar educação de qualidade e não, simplesmente, acesso em más condições.

A categoria dos professores passou um ano difícil em meio a protestos, descontos salariais, perdas de benefícios assegurados, aumento de jornada de trabalho e instabilidades. #Geraldo Alckmin