Após escapar de uma tentativa de estupro em 2014, dentro do campus da #universidade de São Paulo (USP), a estudante Luisa Cruz relatou em seu perfil no Facebook que vem recebendo novas ameaças. 

O desabafo publicado em seu perfil pessoal já atingiu inúmeros compartilhamentos e curtidas, inclusive de internautas que a jovem não conhece pessoalmente, mas que se sensibilizaram com a situação. Luisa acredita que a divulgação pode auxiliar em sua proteção.

Entre os meses de março e agosto do ano passado, a estudante encontrou bilhetes anônimos em sua mochila com "elogios" que se transformaram rapidamente em intimidações. Luisa avisou a diretoria da USP e foi até a polícia para registrar um boletim de ocorrência.

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Nada foi feito naquela época para garantir sua segurança. 

No dia 8 de agosto de 2014, ao voltar para buscar o celular no carro, foi covardemente atacada por um homem que, segurando seu pescoço, a obrigou a entrar no veículo. Em um golpe de sorte, Luisa conseguiu acionar a buzina, forçando o bandido a fugir, porém não foi possível identificá-lo.

Passado um ano desse episódio, nenhuma investigação por parte da polícia foi conclusiva. No início de outubro deste ano, a jovem encontrou um novo bilhete, desta vez colado no carro. "Enquanto você estiver aqui, também estarei", dizia o texto. 

Com as novas ameaças, inclusive muitas através de e-mails, Luisa parou de circular sozinha dentro e fora da universidade. Avisou amigos e parentes, e através de uma pesquisa na #Internet utilizando o IP (protocolo de internet) dos e-mails recebidos, descobriu que as mensagens eram enviadas de dentro da própria USP, através de computadores conectados no prédio do curso de Geografia.

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Diante da incapacidade da universidade de garantir sua segurança, Luisa se viu obrigada a compartilhar sua situação em uma tentativa de identificar o responsável pelas ameaças. Rádios, jornais e TVs já divulgaram a história que reacende os debates em torno da violência contra a mulher e os problemas de segurança na USP.

Leia abaixo, na íntegra, a declaração de Luisa publicada no Facebook.

#Violência