A mãe de Jorge Luiz Morais de Oliveira, 41 anos, acusado de matar 7 pessoas, está muito abalada com as recentes descobertas. “Eu não consigo acreditar que ele foi capaz de fazer essas coisas, esse monstro não pode ter saído de mim”, desabafou ela.

Jorge, que já cumpriu 17 anos de prisão por dois homicídios, confessou ter matado o vizinho que estava desaparecido há alguns dias, porém, o pior ainda estava por vir. Ao entrarem na casa para efetuarem a prisão do pintor, os policiais encontraram covas, que, ao serem analisadas, revelaram ossadas de sete pessoas. A polícia também encontrou fotos de mais seis pessoas diferentes.

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 Até agora, só o corpo do vizinho foi identificado. O crime foi cometido na noite da última quarta-feira (23), Jorge confessou que matou Carlos Neto Alves Júnior, de 21 anos. Possivelmente, o crime foi cometido por homofobia, já que, segundo vizinhos, Jorge tinha raiva de homossexuais e de usuários de drogas.

Outra possível vítima do pintor é a estudante Renata Christiana Pedrosa, de 33 anos, que desapareceu em janeiro deste ano. Ela, que também é homossexual e usuária de drogas, morava com a companheira na região do Jabaquara.

A mãe de Renata conta que chegou a encontrar com Jorge e que perguntou pela filha, mas o pintor negou tê-la visto. Cansada de esperar pelo trabalho da polícia, ela e a nora compraram uma pá e decidiram entrar na casa do pintor para ver se encontravam alguma pista ou pertence da estudante.

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Porém, nada que pudesse afirmar que a jovem esteve ali foi encontrado.

É impossível precisar quantos corpos ainda estão escondidos na casa, que continua interditada pela polícia, para preservar o trabalho dos peritos. O pintor prestou depoimento na manhã desta terça-feira (29), no 16º Distrito Policial, que investiga o caso. Ele estava detido na carceragem da 77ª delegacia.

O conteúdo do depoimento não foi divulgado pela polícia, logo, não se sabe se ele confessou a autoria dos outros homicídios, mas, ao que tudo indica, trata-se sim de um assassino em série, que deixou os vizinhos na favela Alba, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, assustados. #Blasting News Brasil #Investigação Criminal #Casos de polícia