Guerras civis, estupros, assassinatos, torturas em massa, crise econômica, dentre outros problemas ocorridos no Oriente Médio e na África, principalmente, fazem com que as pessoas tentem chegar a Europa e outros países em condições precárias e acabam, por exemplo, sofrendo naufrágio no Mar Mediterrâneo, conforme a mídia veicula constantemente.

Uma história típica é o corpinho frágil do menino de 3 anos, Aylan Kurdi, refugiado sírio, encontrado nas areias de uma praia turca, quando tentava chegar a ilha grega de Kos. Nesse mesmo dia, morreram mais 12 pessoas, inclusive, Galip, o irmão de 5 anos de Aylan e a mãe das crianças, Rehan.

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Para os sobreviventes estrangeiros, a epopeia não acaba por aí, pois, na missão de salvar as suas próprias vidas, deixam para trás familiares, amigos e profissão. Aportando em outra nação, os transtornos passam a ser diferentes, tais como: a necessidade de iniciar tudo da estaca zero, adaptar-se com a cultura distinta de suas terras de origem e prospectar arduamente uma vaga de #Trabalho.

O empreendedor Henrique Calandra facilitou a vida dos imigrantes vindos ao Brasil quando resolveu aumentar a start up, criada há 18 meses, chamada Wall Jobs, um grupo online de vagas para estagiários universitários. Em setembro, a mesma empresa desenvolveu um site para os #Refugiados que se encontravam no Brasil. Trata-se do Job for Refugees - Empregos para Refugiados.

A home-page de empregos iniciou o funcionamento em outubro e desde a 1ª semana de novembro recebe diariamente currículos de expatriados, os quais contataram organizações de suporte aos asilados no país.

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A Jobs For Refugees está negociando o trabalho em conjunto com o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR), que age em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e também o Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo. Isso é positivo, pois os currículos dos refugiados podem ser inseridos rapidamente no banco de currículos da Jobs for Refugees.

Diogo Miloni, coordenador de comunicação da empresa, fez um breve relato dessa experiência inovadora de empregos para os refugiados: “O alvo da plataforma é auxiliar os estrangeiros no reinício de tudo, da vida, o que não é simples. Lamentavelmente, as pessoas de fora nem sempre obtêm uma oportunidade nas áreas que se formaram, pois a burocracia brasileira na revalidação de diplomas é terrível e a resistência por parte das empresas não está completamente diluída”.

O processo de funcionamento da Wall Jobs é que os profissionais cadastrem os currículos gratuitamente. As empresas contratantes, por sua vez, que têm interesse na divulgação de suas vagas, precisam optar por um dos 4 planos oferecidos a custos diferentes.

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Alguns exemplos de empresas que procuram por refugiados são: Figone Burguer e Café, situada na Zona Sul de São Paulo, que tem 2 vagas para trabalho de cozinha, e Jeenga, que é uma start up em automação de marketing, que tem 2 vagas de analistas abertas para seleção, com salário de R$ 3.500 reais, uma verdadeira fortuna para um estrangeiro que quer recomeçar a vida do zero. #Crise migratória