Alunos de diversas escolas da rede estadual de ensino uniram-se para lutar contra o decreto do Governo de Geraldo Alckmin que instituiu a reorganização escolar dividindo as escolas por ciclos (fundamenta I, II e ensino médio) e interferindo diretamente na vida e organização familiar.

Mais um capítulo para o Governador do Estado de São Paulo

A “novela”, como foi intitulada pelo Governador #Geraldo Alckmin (PSDB) e a categoria da #Educação, já possui muitos capítulos e reviravoltas, mas nada positivo para os maiores interessados: alunos, pais e professores. Após uma greve dos professores de São Paulo, que durou três meses e que acabou em promessas não cumpridas e ações julgadas pela categoria como ditatoriais, chegou a vez dos alunos assumirem seus papeis de cidadãos e ocuparem seus lugares, as escolas.

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Ocupação já!

Há uma semana, alunos organizam-se em ocupações escolares em vários pontos da cidade. A primeira escola ocupada foi na região do ABC, Escola Estadual Diadema e agora já somam 37 escolas ocupadas, segundo o último informe da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo), que apoia os alunos e também está oferecendo assessoria (inclusive jurídica) aos professores que não sabem muito bem como reagir diante de algo novo e por vezes inesperado no histórico da cidade.

Na segunda-feira, 16, a Escola Estadual João Kopke, localizada na região central da cidade, próxima a estação da luz e da região conhecida como “cracolândia”, foi ocupada pelos alunos que solicitaram a retirada pacífica de professores, funcionários e direção a fim de evitar prejuízos e danos em caso de confronto numa possível retirada dos mesmos (alunos por órgãos de segurança) da instituição de ensino, zelando pelo bem daqueles que cuidam e os orientam em sua jornada acadêmica e social.

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A escola fica numa região considerada perigosa e atende a estudantes do ensino fundamental II ao médio e EJA (educação para jovens e adultos) nos três períodos, é uma escola tradicional no bairro e proveniente do Grupo Escolar João Kopke batizada em 1926. Moradores da região estão solidários ao movimentos destes jovens, pois muitos possuem filhos, familiares, amigos ou por vezes os mesmos foram estudantes da instituição no passado.

As ocupações estão organizadas, os estudantes dialogam entre si com outras unidades ocupadas e recebem orientações, repasse de materiais, donativos e ajuda para alimentação, limpeza e abrigo de pais e comunidade. O governador do estado não se manifestou formalmente, enquanto isso, os estudantes seguem ocupando o que lhes são de direito e em número cada vez maior. #Manifestação