As ocupações em escolas da rede estadual paulista contra o projeto de reorganização do governo de #Geraldo Alckmin (PSDB) completam três semanas. De um lado, estão os estudantes, movimentos sociais e especialistas contra o projeto que pretende fechar escolas (93, segundo o governo) e reorganizar, a partir de 2016, as escolas em ciclos únicos. Eles acusam o governo de promover o caos da educação em São Paulo. Do outro lado, o governo estadual assegura, através da mídia, que o projeto visa otimizar as condições escolares. No impasse, uma declaração em reunião na Secretaria de #Educação acirrou os ânimos.

Padula diz que é preciso organizar ações de guerra 

Em áudio veiculado pelas redes sociais, Fernando Padula, chefe de gabinete da Secretaria de Educação paulista, em reunião realizada com dirigente de ensino e lideranças tucanas no domingo, 29, afirma a necessidade de adotar estratégias de guerra para desmobilizar a comunidade e retomar a posse das escolas ocupadas.

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"A gente vai brigar até o fim, vai ganhar e vai desmoralizar" afirmou Padula. O enfoque, por parte do governo, na comunicação para deslegitimar as ocupações também foi tratado: "Nessa questão de manipular, tem uma estratégia, tem método. O que vocês precisam fazer", afirmou Fernando para os dirigentes de ensino e correligionários, "é informar, fazer a guerra da informação, porque isso que desmobiliza o pessoal".

Uma estratégia para a reorganização escolar

Segundo Padula, o recomendado seria o isolamento das escolas ocupadas, para que iniciem com dificuldade e atraso o próximo ano letivo e vejam esvaziados os esforços contra a reorganização. Assim, a #Escola não ocupada seguiria o processo normal de fechamento e transferência dos seus alunos. Se a estratégia pela reorganização parece ser essa, por parte da Secretaria da Educação, e, por sua vez, com o aumento do número de escolas ocupadas em São Paulo, os analistas assinalam a falta de diálogo nas negociações.

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Aliás, um suposto acordo foi veiculado pela mídia, semana retrasada, e, horas depois, desmentido pelo própria Secretaria de Educação. No jogo de comunicação, radicalismo e boataria, a comunidade escolar, que alega não ter sido consultada na implantação do projeto, mantêm ainda a esperança no recuo do governo.