Já virou quase rotina rebeliões em Unidades da Fundação Casa, a pouco mais de um mês, houve uma rebelião na Unidade da Fundação Casa de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Nesta sexta-feira (13), outra rebelião ocorreu na mesma Unidade. Após muita negociação, dois funcionários foram liberados por volta das 13h30, eles estavam levemente feridos, mas restaram ainda nove outros reféns nas mãos dos menores infratores, segundo comunicou a instituição.

A rebelião teve início por volta das 10h30, os menores conseguiram dominar os funcionários, começando uma verdadeira bagunça na Unidade. Eles chegaram a atear fogo em colchões, mas o fogo foi logo controlado.

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As negociações começaram por volta das 13h por representantes da Superintendência da Segurança e da Corregedoria da Fundação Casa, que tentaram convencer os jovens a liberar os nove funcionários que ainda eram reféns.

Segundo a assessoria da Fundação casa, os internos se espalharam por toda parte, alguns estavam no telhado, enquanto outros se mantinham no pátio. A super lotação aparentemente não é a causa da rebelião, pois a Unidade tem capacidade para receber 83 jovens e está com 79. Já a rebelião que aconteceu no dia 8 de outubro, nessa mesma Unidade, teve quatro funcionários feitos reféns, que passaram quatro horas nas mãos dos infratores, mas saíram sem ferimentos.

Só essa semana, é a segunda rebelião envolvendo alguma Unidade da Fundação Casa. Na segunda-feira (9), oito funcionários foram feitos reféns na Unidade do Ipê, na Zona Norte.

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As informações obtidas foram que a rebelião foi logo controlada, sendo que dois funcionários saíram, segundo a instituição, levemente feridos.

2015 tem sido o ano de maior número de fugas desde 2005, na época, ainda era chamada Febem. 487 internos conseguiram fugir só esse ano, sendo que apenas 106 foram recapturados. Ás 15h20, teve finalmente fim a rebelião e os nove reféns foram liberados, sem maiores consequências, e passam bem. De acordo com Representantes da Fundação Casa, uma Sindicância foi aberta para apurar o caso. #Violência #Sistema prisional brasileiro #Investigação Criminal