Há um ano Mauricio de Souza Silva, de 36 anos, chocou a cidade de 95.000 habitantes, quando a polícia descobriu que ele planejou e executou a morte da jovem Márcia Camilo do Nascimento, de 24 anos, que gerava em seu ventre seu próprio filho.

Maurício e Márcia se conheceram através de amigos em comum. Márcia trabalhava como atendente na Rede Graal e Maurício era empresário do ramo de sucatas.

Segundo amigos da vítima, Maurício prometeu mundos e fundos para conquistar o coração de Márcia que, ingênua, cedeu aos encantos daquele que seria seu algoz. O que Márcia não sabia até então é que Maurício também fazia promessas à dezenas de outras mulheres de Mairiporã.

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Maurício também era comprometido com outra mulher, com quem possui um filho.

Os planos de Maurício recebem um banho de água fria quando Márcia descobre que estava grávida e o filho era dele, e ele, recusando, propõe um aborto. A vítima, já mãe de outra criança vinda de um relacionamento anterior se negou a interromper a gravidez e disse que criaria a criança sozinha, isentando Maurício de responsabilidade.

A oferta de Márcia não foi suficiente para aliviar os problemas de Maurício, ele então começou a torturá-la psicologicamente, sendo visto constantemente no trabalho de Márcia, tentando convencê-la a fazer o aborto.

Segundo uma amiga, Márcia teria comentado sobre o ocorrido e dito estar com medo. Afinal de contas não sabia do que Maurício era capaz de fazer. Para atraí-la, ele inventou uma desculpa de que queria conversar, chegar a um acordo.

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Ele deu sinais de que iria aceitar a criança que estaria por vir.  Apenas palavras vazias para poder se livrar de um problema não o deixava dormir em paz.

Márcia, inocente e apaixonada,não resistiu. Esperançosa com o fato de que tudo iria se resolver, ela aceitou. Segundo a mãe de Márcia, Maria Antônia, Márcia disse que iria ao centro da cidade com amigas. A filha pequena de Márcia parecia pressentir o que estaria por vir. A criança ,de 3 anos chorou por três vezes para que a mãe não fosse. Mas Márcia foi e se despediu pela última vez de sua casa,de sua filha e de sua mãe.

Márcia recebeu uma carona de um primo que a deixou em um supermercado da cidade. O que acontece a seguir ainda não pode ser relatado. As investigações e o processo correm em segredo de justiça.

O corpo de Márcia Camilo do Nascimento foi encontrado sete dias depois de desparecida, no dia 10 de dezembro de 2014 em um matagal do bairro Mato Dentro, na cidade. Maurício fugiu da cidade no seguinte ao sumiço da vítima e após ser confrontado pela mãe de Márcia que foi até a casa dele, desesperada a procura da filha.

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O laudo da perícia do IML, informa que Márcia sofreu diversas fraturas na costela, tórax, no osso hióide (queixo). Ela também foi esganada. O mistério é que o feto nunca foi encontrado.

Um ano depois, o julgamento

Maurício chegou ao fórum abatido e e com a cabeça baixa. Em depoimento ele negou o homicídio. Foram ouvidas 15 pessoas entre testemunhas de defesa e acusação. A defesa dele tentou convencer o juiz de que a vítima não estava grávida, já que o feto nunca foi encontrado.

A sentença definitiva de Maurício de Souza Silva poderá sair até a próxima sexta-feira. No entanto, por causa das festividades de fim de ano poderá ser decidida somente em 2016. Se condenado ele responderá por homicídio qualificado ,ou duplamente qualificado (se ficar provada a gravidez da vítima) e poderá amargar 33 anos de prisão,sem contar a pena por ocultação de cadáver. #Família #Crime #Casos de polícia