O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira (04) que a reorganização escolar seria adiada para 2017 e que o secretário da #Educação Herman Voonvald havia pedido demissão e deixado o cargo.

Alckmin suspendeu o projeto, mas para ele é preciso haver um maior diálogo entre pais e alunos e esclarecimentos a respeito da reorganização nas escolas. Os alunos não serão mais transferidos e ficarão em suas atuais escolas, nada mudará.

No dia 03, o Ministério Público e Defensoria solicitaram a suspensão da reorganização escolar no estado de São Paulo e deram um prazo de 72 h para o governo se defender.

SAIBA OS MOTIVOS DA MANIFESTAÇÃO ESTUDANTIL

Após a divulgação que em 2016 haveria o projeto de reorganização escolar, iniciaram-se os protestos dos estudantes em São Paulo.

Publicidade
Publicidade

Eles foram para as ruas e realizaram grandes movimentos, fecharam ruas e tiveram enfrentamento com policiais.

Alunos ocuparam em torno de 200 escolas, com muita organização e união tomaram os estabelecimentos de ensino e contaram com o apoio dos pais e professores. Os estudantes não cederam, dormiam dentro das escolas, não deixaram ter aulas e nem permitiam a entrada de estranhos, somente os do movimento é que podiam participar.

Armaram barracas, comiam e realizavam a higiene pessoal e da escola e se revezavam entre eles. Acionaram o poder público e tiveram o apoio de professores. Todo esse esforço requereu uma grande mobilização por parte dos estudantes, muita união e organização.

O fato de haver essa mudança nas escolas mexeu com o lado emocional e psicológico dos estudantes, todos possuem elos com colegas, professores e núcleo escolar, além do fato que, para os pais seria um transtorno.

Publicidade

Muitos moram próximos ao local que estudam e teriam que se deslocar para longe, a maioria sem o acompanhamento dos pais.

TODOS COMEMORAM

Na última sexta-feira (4), na Praça Roosevelt , 400 professores da Apeoesp, militantes dos movimentos sociais e estudantes comemoraram a conquista do adiamento do projeto. Uma grande vitória para o movimento estudantil, que, após lutas, incertezas e sofrimento venceu e mostrou que com união e organização as coisas acontecem.

Foi uma luta deles, própria e que mexeu com todos e para Ângela Meyer (presidente da União Paulista dos Estudantes) o governo de Alckmin teve "uma derrota com movimento estudantil”. #Manifestação #Geraldo Alckmin