A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento integrado de Santo André) informou após pesquisa que a cesta básica no ABC Paulista obteve um aumento de 9,6%, foram pesquisados 34 itens e foi observado que 26 produtos tiveram alta e oito sofreram queda nos preços.

Os que mais subiram foram: a cebola (kg) com o percentual de 100,94%, a batata 38,36% e o tomate 18,02%.

De acordo com Fábio Vezza de Benedetto (engenheiro agrônomo da Craisa) e que realizou a pesquisa, os fatores que contribuíram para a subida dos preços foi: o clima. Houve escassez de chuvas em 2015 e a importação do bulbo da cebola nas épocas do outono e inverno, fez com que o produto se encarecesse.

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Os preços são determinados pela lei da oferta e procura e os produtos sofrem influência no seu valor final por esses fatores.

Os preços da carne tiveram uma elevação de 16,91% para a de primeira qualidade, e 15,96% para a de segunda, o feijão 14% de aumento e no comparativo o quilo do feijão ficou mais elevado em 2015 do que 2014. O reflexo desses reajustes foi sentido pelo bolso do trabalhador.

Os produtos que ficaram com os preços em baixa foram: a margarina, pote de 500 gramas (8,32%), o sal pacote de 1 quilo (2,41%), o fubá 500 gramas (2,30%), o extrato de tomate 370 gramas (2,06%).

O percentual de aumento da cesta básica foi de 1,21% em 22/12 de acordo com a Craisa, e os vilões foram: o tomate (11,68%) e feijão (9.09%), fubá (7,75%), alface (6,25%) o pé.

A CESTA BÁSICA X SALÁRIO DO TRABALHADOR NÃO SOFREU PERDAS. ENTENDA

De acordo com informações de Fábio Vezza no comparativo cesta básica e salário mínimo não houve perdas no consumo, ao contrário sofreu ganhos.

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O salário é de R$788, a cesta básica ficou em torno de R$466,83 com 1,62% do poder de compra do trabalhador neste 2015. Em 2014 o índice de compras ficou a 1,63% e o salário da época era de R$724 e os produtos da cesta de alimentos em torno de R$444,7%.

Os consumidores esperam que haja uma melhoria para 2016, que o governo possa criar soluções para retroceder a inflação que foi alta em 2015 e pesou no bolso do consumidor. Os constantes aumentos reduziram o poder de compra das pessoas, aliado a altas taxas de juros principalmente do cartão de crédito, rotativo e cheque especial. #Crise econômica #Crise no Brasil