Logo após o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), publicar a revogação com relação ao projeto de reorganização escolar que pretendia fechar 93 unidades escolares, alunos dos colégios Maria Petronila Limeira dos Milagres Monteiro, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, da #Escola Estadual Senador Vergueiro, em Sorocaba, interior do Estado, e alunos da Escola Estadual Gavião Peixoto, em Perus, zona norte da capital e também a maior unidade do Estado, com 3.200 alunos, decidiram nesse domingo (6), após assembleia, desocupar tais escolas.

A revogação se deu na sexta-feira (4), e se oficializou no Diário Oficial no sábado (5).

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Após a decisão de Alckmin, o Secretário de #Educação Herman Voorwald entregou a pasta da Educação. Até hoje (7), o governo estadual não decidiu quem vai assumir o seu lugar.

O movimento que ocupou 196 unidades escolares no Estado de São Paulo anunciou também que as demais escolas que ainda não fizeram assembleia para votarem pela decisão de desocupar os prédios irão fazer em breve, já que, nas palavras de um dos líderes do movimento, Pedro Evaristo, o governador Alckmin não teve pressa em revogar o projeto de reorganização escolar. "Ele não teve pressa para conversar conosco, negociar, portanto, também pode esperar", disse o estudante.

De acordo com uma das líderes, a estudante Jaqueline de Oliveira Celestino, 18 anos, durante hoje (7), e quarta-feira (9), as escolas já estarão sendo desocupadas.

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No entanto, os protestos continuarão nas ruas, pois ainda há o risco do governador Alckmin voltar atrás da revogação.

“Essa foi apenas uma vitória na guerra que fizeram contra nós estudantes que precisamos de uma educação de qualidade, nos unimos por um objetivo e conseguimos vencer aqueles que não tem interesse em investir cada vez mais na educação, mas não acaba por aqui, pois ano que vem eles podem decidir pela reorganização, e aí a gente também decide pela ocupação novamente. Agora vamos para as ruas, porque tudo isso não vai acabar por aqui”, disse a aluna do 3º ano do ensino médio. #Protestos no Brasil