O MPL - Movimento Passe Livre, convocou manifestações públicas no dia 8 de janeiro, véspera do reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô. O objetivo é fazer com que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, voltem atrás e desistam de aumentar as tarifas do transporte público paulista.

O anúncio do aumento foi realizado na quarta-feira, 30, onde o preço das passagens de trem, metrô e ônibus municipais passam de R$3,50 para R$3,80. O valor dos ônibus corresponde apenas às linhas do município de São Paulo. Ônibus municipais de outras cidades de São Paulo dependem de acordos entre prefeituras e empresas de transporte, podendo ou não aumentar dependendo do local.

Publicidade
Publicidade

Os ônibus intermunicipais possuem variação de tarifa, uma vez que boa parte deles conta com preço seccionado, variando atualmente de R$3,80 à R$8,45. Não foi informado o valor de aumento das centenas de linhas intermunicipais.

Uma militante do grupo MPL informou que vai às ruas protestar não pela redução, mas pela tarifa zero, algo totalmente inviável na maior cidade do Brasil. Estudantes de escolas e universidades públicas de São Paulo não pagam passagem no transporte público. Pessoas que comprovem baixa renda e que estudam em universidades particulares, como bolsistas do FIES e PROUNI, também tem direito ao passe livre. Estudantes nas demais condições, pagam meia passagem, assim como os professores.

Idosos a partir de 65 anos e portadores de deficiências também tem o transporte público gratuito garantido de acordo com normativa em vigor.

Publicidade

Todos os dias, mais de vinte milhões de pessoas utilizam-se do transporte público para se locomover pela cidade, sendo completamente impossível conferir gratuidade para todas as pessoas.

O Sindicato dos Metroviários achou o aumento inviável nesse momento, pois o país encontra-se em crise. O aumento teria e tem de vir, mas com a atual situação econômica do país, o ideal seria adiá-la por um tempo, bem como reduzir os custos com a energia elétrica, que em São Paulo é a mais cara do Brasil. Mesmo com o valor de R$0,30 a mais (8,6%) o reajuste foi abaixo da inflação, que como fruto da péssima administração do governo federal já está em 10,72%. #Manifestação #Crise econômica #Protestos no Brasil