Vereadores aprovaram hoje, 22 de dezembro, último dia antes do recesso, o projeto que libera a utilização do aplicativo Uber para transporte particular na cidade em primeira votação e aguarda sanção do prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT).

Texto solicita que alguns critérios devem ser seguidos para a regulamentação do serviço como, cadastro na prefeitura das empresas intermediadoras entre motoristas e passageiros, lista dos motoristas, atestados de antecedentes criminais , além de se adiantar a respeito de carros que futuramente operarão sem um condutor.

Para a aprovação definitiva, o texto ainda deve ser votado por uma segunda vez na câmara antes de passar pela aprovação do prefeito Fernando Haddad.

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A votação deverá ser realizada somente no início do próximo ano e há expectativas para que a prefeitura se pronuncie sobre as regras para utilização do serviço de compartilhamento de carros ainda no primeiro semestre de 2016.

O Uber é uma empresa americana que atua no país desde 2014 e o propósito do serviço é oferecer transporte seguro e confortável a usuários do aplicativo. 

A empresa oferece dois tipos de serviços, o Uber Black e o Uber X.

No primeiro, mais caro, os carros devem ser sedãs pretos com no máximo três anos de uso, o motorista deve abrir a porta para o passageiro no início e no fim da viagem, manter sempre com o ar condicionado ligado e ter à disposição do cliente água e balas, sem taxas adicionais.

No segundo, o serviço é mais barato e o carro pode ser de um padrão mais baixo, como por exemplo um crossfox.

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O pagamento é realizado por cartão de crédito cadastrado no aplicativo. 

Para os taxistas, o serviço deve ser banido, pois não possui uma lei específica e seus motoristas não são obrigados as mesmas regulamentações que as previstas para eles.

Em contrapartida, os motoristas da empresa seguem as regras criadas por ela mesma, como a carteira de motorista com licença para exercer atividade remunerada, seguro que cubra o passageiro, exigência de carros seminovos, atestado de antecedentes criminais.

Os usuários do aplicativo ainda podem avaliar o motorista no final da corrida;  profissionais avaliados com menos de quatro estrelas são proibidos de operar os carros da empresa.

Com a concorrência os motoristas de táxi terão que repensar se os serviços prestados atingem à expectativas do usuário, caso contrário terão que se readequar e oferecer um serviço de excelência a seus clientes. #Justiça #Direto