O governador de São Paulo, #Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito Fernando Haddad (PT), foram hostilizados quando saíam de uma missa nesta segunda-feira (25) em homenagem ao aniversário da capital paulista.

Os políticos estavam saindo do evento religioso, na Catedral da Sé, Centro de SP, quando foram abordados por um grupo de aproximadamente 20 pessoas que se apresentaram como integrantes do Movimento Passe Livre (MPL). 

Foram cinco grandes atos organizados pelo grupo MPL desde o aumento das tarifas do transporte público, em São Paulo, pedindo a anulação do novo valor das passagens.

Ao parar para conversar com a imprensa, Haddad foi surpreendido pelos os integrantes do Movimento, que cantaram músicas contra ele, chegando a atirar uma garrafa pet no rosto do prefeito, que afirmou que "hoje é um dia de festa e celebração, um dia para comemorar a cidade de São Paulo.

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Estamos vivendo um lindo feriadão, com muita festa e cultura".

Quando percebeu que os ânimos estavam se exaltando, o prefeito pediu à imprensa que continuassem a conversa numa ocasião mais propícia.

Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, saiu pelos fundos da igreja, e também chegou a ser hostilizado por alguns integrantes do Movimento Passe Livre, que o cercaram gritando palavras de ordem e ameaçando violência contra o governador, que saiu rapidamente do local.

A reivindicação dos manifestantes do MPL é pela revogação do aumento da tarifa do transporte público. O Movimento Passe Livre conta com a presença de estudantes e trabalhadores indignados com a situação em geral.

Na última quinta-feira, (21), o prefeito Haddad afirmou que somente um "mágico" poderia resolver o problema do aumento da tarifa do transporte público em São Paulo.Segundo o prefeito petista Fernando Haddad, "será melhor encontrarem um mágico para eleger em outubro, pois prefeito algum poderá dar conta do não aumento das tarifas do transporte".

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O prefeito também vem se mostrando claramente insatisfeito com a imprensa.

Quando perguntado sobre a possível redução da tarifa, respondeu: "Acho o cúmulo este tipo de pergunta. Você quer que eu tire dinheiro do IPTU da cidade, da saúde e da educação, para garantir os valores do transporte? Absurdo".

O governo autorizou os movimentos semanais de protesto, desde que avisados com antecedência, para minimizar os transtornos. #Protestos no Brasil