Se em 2015 a #Educação pública paulista terminou com vitória, por conta das ocupações de alunos em escolas estaduais, que concretizou o recuou provisório do governador #Geraldo Alckmin (PSDB) em relação ao fechamento de mais de 90 escolas e mudanças em outras 754 unidades, não se pode afirmar o mesmo em relação ao início de 2016. Ainda no mês de janeiro, por consequência das medidas já anunciadas pelo governo paulista, alunos e professores terão mais um ano desgastante pela frente.

A primeira má notícia do ano se deu em relação ao número máximo permitido de alunos em sala de aula. Até 2015, o Ensino Fundamental I (antigo Primário) deveria ter no máximo 30 alunos em sala de aula.

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No Ensino Fundamental II (antigo Ginásio), o limite máximo de alunos em sala deveria corresponder a 35. Já no Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o número máximo permitido seria 40 e 45 estudantes, respectivamente. Através de uma resolução publicada no Diário Oficial do estado de São Paulo no dia 9 de janeiro, a capacidade de alunos em sala de aula foi ampliada em 10% em cada modalidade de ensino.

O segundo "golpe" contra a educação pública ocorreu no último dia 22, quando Geraldo Alckmin anunciou José Renato Nalini como novo Secretário de Educação. O descontentamento dos profissionais de educação se deu pelo fato de Nalini ser um jurista e não um homem envolvido com a educação, assim como seu antecessor na pasta, o engenheiro Hermann Voorwald.

O terceiro "golpe" no ano vem ocorrendo desde o dia 19, quando se deu início a Operação Alba Branca, que investiga a #Corrupção em contratos superfaturados de merenda escolar à Secretaria de Educação do estado de São Paulo, como afirma a Carta Capital em matéria publicada no último dia 28.

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Os delatores desta operação denunciaram que Fernando Capez, deputado estadual pelo PSDB e atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), chegou a receber propina sobre os contratos. A denúncia caiu até mesmo sobre o ex-secretário de Educação, Hermann Voorwald, como afirma a matéria do jornal Folha de S.Paulo do dia 28 de janeiro.

Isso é apenas o começo de um ano que já mostra as dificuldades e incertezas que alunos e professores enfrentarão ao longo de 2016, continuando um trajeto de lutas e reivindicações que educandos e educadores já iniciaram em 2015, seja através da greve dos 90 dias, a maior greve da categoria, seja através das mais de 200 ocupações protagonizadas por alunos a partir de novembro do ano passado.