Após a alienação de uma carteira com 744 mil clientes, a Operadora de Saúde Unimed Paulistana demitiu aproximadamente 3000 funcionários entre setembro e novembro de 2015, mantendo apenas o contingente mínimo para finalização das atividades comerciais e encerramento da empresa. Aos demitidos, a Unimed Paulistana informou apenas que não havia dinheiro em caixa para o pagamento das verbas rescisórias e que tais pagamentos deveriam ser requeridos judicialmente. Em apoio aos funcionários, O Sindicato dos Empregados de Cooperativas Médicas (SECMESP), acionou o Ministério do Trabalho solicitando bloqueio Fundo Garantidor da Saúde, saldo este que é gerenciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e destinado ao pagamento de prestadores de serviço e fornecedores.

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 A ação foi favorável aos demitidos e o valor encontra-se bloqueado, contudo, até o momento não houve pagamentos referentes às rescisões, que serão tratados em ações minoritárias com andamento somente após o retorno do recesso Judiciário.

A advogada do sindicato, Dra Talita Silvestre, tranquiliza os demitidos e afirma que o valor está bloqueado, sendo assim, não há motivo para temerem, entretanto, trata-se de uma reserva para pagamento de prestadores e fornecedores, desta forma, caso este público se manifeste, as verbas rescisórias correm riscos e este processo possui margem para reinvindicações.

Médicos Cooperados e suas responsabilidades neste processo            

É comum em um processo de encerramento de cooperativas seus cooperados participem das responsabilidades financeiras geradas, principalmente no que tange pagamento de funcionários, tributos e credores, porém e talvez por questões políticas, os médicos cooperados da Unimed Paulistana seguem isentos e tidos como vítimas da má administração de um conselho eleito por eles.

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A crise vivida na Unimed Paulistana coincide com o cenário econômico brasileiro atual, todavia, não pode ser atrelado diretamente, pois a empresa vivia desconforto financeiro desde meados de 2002. #Desemprego #Crise econômica #Crise no Brasil