Fumaça tóxica em Guarujá pode ter feito sua primeira vítima. Depois de um vazamento químico no porto de Guarujá, seguido de um grande incêndio com propagação de fumaça tóxica por toda cidade, agora se tem a informação que uma idosa de 68 anos pode ser a primeira vítima fatal desse incidente causado por uma reação química devido a água da chuva ter entrado em contato com reagentes químicos que estavam armazenados em um contêiner no terminal portuário do Guarujá, na Baixada Santista.

A vítima trata-se  de Leia Magalhães de Maria, falecida nessa segunda-feira(18), em Jundiaí, no interior de São Paulo. A Prefeitura de Jundiaí divulgou o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) que apontou como causa da morte insuficiência respiratória, pneumonia química e inalação de fuligem e gases tóxicos.

Publicidade
Publicidade

Edmílson Magalhães de Maria, 45, filho da idosa, declarou que na quinta-feira (14), quando houve o incêndio no terminal da empresa da Localfrio, Dona Leia continuou em casa, vindo apresentar os sintomas logo após. Ainda segundo Edmílson, sua mãe entrou em contato por telefone por volta das 20h se queixando de estar com a "garganta toda fechada, irritada". Falou também que a mãe não tem histórico de problemas respiratório. Leia foi levada por seu filho no dia seguinte ao Hospital Ana Costa, em Guarujá, onde foi atendida e liberada no mesmo dia.

Foi informado pela assessoria do Hospital Ana Costa que a paciente foi medicada, hidratada e recebeu oxigênio, e que ficou em repouso para a observação da melhora dos sintomas. Tendo sido novamente avaliado seu estado clínico, sendo liberada com a orientação médica de repouso.

Publicidade

Dona Leia foi levada para Jundiaí após decisão dos familiares, onde reside dois de seus filhos. Já no sábado (16), foi apurados problemas gástricos depois de uma consulta no Hospital Pitangueiras. Passou por exames laboratoriais e foi liberada também no mesmo dia, tendo seus filhos recebido recomendações para que ficassem atentos para algum sintoma relacionado à inalação da fumaça.

Seu quadro veio a piorar nesta segunda-feira pela manhã, onde foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Chegou ao pronto-socorro do Hospital de Pitangueiras com complicações no seu quadro de saúde  e vômito persistente, chegando a falecer, informação passada pela assessoria do Hospital. A prefeitura de Guarujá informou através de uma nota à imprensa que se solidariza com os familiares de Leia Magalhães de Maria e que a idosa  não passou por nenhuma das UPAs, nas quais a prefeitura "disponibilizou para toda a população, toda estrutura médica das unidades de saúde, tendo também contado com ajuda do Exército e Marinha".

Foi informado pela Localfrio que a empresa só se pronunciará depois que os fatos forem apurados. #Natureza