Em ano de eleições é importante se atentar para as mudanças ocorridas ao longo dos últimos anos em sua cidade. Em todo o país aparentemente não houve uma cidade com mais mudanças do que São Paulo. O prefeito do PT, Fernando Haddad, liderou uma reorganização corajosa em diversos setores já estagnados e conformados da cidade, desde em relação a locomoção dos cidadãos até a dívida pública da cidade.

Nos dois primeiros anos de seu mandato fora chamado por muitos de ‘prefeito Suvinil’, fazendo alusão a marca de tintas, já que este implementara um plano audacioso para aumentar a infraestrutura cicloviária da cidade. Ao longo de seu mandato foram instalados aproximadamente 400 km de ciclovias e ciclorrotas.

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Junto a revolução das duas rodas vieram as rejeições ao plano. Noticiários informavam que mais da metade da população da cidade não concordava com a gestão do prefeito.

Apesar da crescente negatividade em torno de sua condução da cidade, Haddad continuou desconstruindo paradigmas instalados há anos, como a centralização dos carros como meio de locomoção, negação da melhoria dos ônibus em circulação, retomada da reurbanização da cidade, principalmente na região central, e diminuição da dívida pública.

Esses quatro pilares tomaram frente a partir de meados de 2014, quando medidas drásticas foram implementadas para melhorar a cidade de um ponto de vista mais sustentável.

No final de 2015, a prefeitura comunicou a diminuição considerável da dívida pública com a União, o que melhorou a taxa de confiança de investidores na cidade, algo contrário ao que vem acontecendo com o país, que recentemente teve sua nota rebaixada em relação ao grau de investimento que considera a confiança de seus investidores.

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Ainda assim, Haddad conserva uma taxa de reprovação alta entre a população, o que pode ser compreendido exatamente pelas mudanças abruptas na dinâmica da cidade, o que promoveu certo desconforto ao cidadão médio. Além disso, a sua filiação ao PT é um fator que impulsiona consideravelmente tal taxa negativa, já que São Paulo se mostrou retumbantemente contra a condução da república pela presidente Dilma Rousseff.

Este ano vemos uma nova onda de manifestações contra o aumento das passagens dos transportes públicos. O governador de São Paulo se mostrou sólido em relação a mudança, já Haddad demonstra sinais de retomada dos valores anteriores. Ao ser pressionado para que a passagem dos ônibus seja gratuita, o prefeito ironizou dizendo que era necessário eleger um mágico para que tal ação seja capaz. Infelizmente, o prefeito não se recorda das “mágicas” que já realizou ao longo de seu mandato, resta saber se ele é um bom mágico ou uma farsa. Até as eleições devemos descobrir.   #Manifestação #Geraldo Alckmin #Eleições 2016