O Movimento Passe Livre (MPL) segue mobilizado contra o aumento das tarifas para ônibus, trens e Metrô em São Paulo. O preço saiu de R$ 3,50 e passou para R$ 3,80, gerando grande insatisfação na sociedade paulistana. Na sexta-feira (8), o grupo já havia organizado uma #Manifestação - um dia antes da nova tarifa entrar em vigência. Nesta terça-feira, um novo protesto ocorreu na zona central da capital. 

E não acabou bem. Pouco depois das 19h, policiais militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Segundo Alexandre Moraes, o grupo pretendia invadir a Avenida Rebouças, que estava bloqueada pelos agentes, e por isso foi preciso intervir.

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Moraes também teceu críticas à postura do MPL, que, segundo ele, não se interessou em participar de reuniões prévias para acertar o roteiro do protesto em comum acordo com os agentes de segurança. Em resposta, Luíze Tavares, porta-voz do Movimento, disse que não faz nenhum sentido a PM ser informada antes de qual trajeto os manifestantes pretendem executar.

"Se nem aqueles que participam das nossas manifestações sabem do nosso trajeto da passeada, não será a PM que vai ser informada. Não faz sentido termos que aceitar um roteiro imposto pelos policiais", disse.

Segundo Moraes, cerca de 2 mil manifestantes aderiram aos protestos desta terça-feira, que começou a tomar forma perto das 17h, na Praça do Ciclista. A direção do MPL garantiu a realização de novos movimentos. Na próxima quinta-feira (14), a partir das 17h, haverá reunião no Largo da Batata e Teatro Municipal.

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#Geraldo Alckmin #Casos de polícia