Na última quinta-feira (14) moradores do distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, foram surpreendidos por um vazamento de produto químico no terminal da empresa Localfrio, localizado na margem esquerda do Porto de #Santos, em Guarujá. Em contato com água da chuva, a substância ácido de cloro isocianúrico entrou em combustão, ocasionando focos de incêndio e uma densa nuvem tóxica. A fumaça espalhou-se por grande parte do distrito, estendendo-se a outros bairros do Guarujá além das cidades de Santos, São Vicente e Cubatão.

Em contato com a fumaça dezenas de moradores sofreram reações alérgicas como ardência nos olhos, desconforto na garganta, falta de ar e irritações na pele.

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As reações foram sentidas, ainda com mais força, por pessoas que traziam em seu histórico problemas respiratórios como bronquite e asma. De acordo com dados divulgados em nota oficial pela Prefeitura do município, até às 12h do sábado - dia em que os focos de incêndio foram totalmente extintos - 175 pessoas atingidas pela fumaça tóxica foram atendidas nas unidades de saúde da cidade.

Situação permite indenizações aos munícipes

De acordo com Fabricio Sicchierolli Posocco, advogado do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores e especialista em direito civil - moradores do distrito de Vicente de Carvalho, bairros e cidades vizinhas que sofreram reações quando em contato com a nuvem tóxica podem requerer indenização por danos morais e materiais. O advogado alerta que o procedimento é similar ao das vítimas do incêndio ocorrido em abril de 2015 na empresa Ultracargo, em Santos.

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Antes de pleitar os direitos perante à #Justiça, as vítimas devem apresentar documentos que comprovem tais danos. Segundo o advogado, fotos do local do acidente, declarações e atestados médicos servem como provas no processo.

Não apenas quem sofreu problemas de saúde com a substância química tem direito a indenizações. Comerciantes, empresários e caminhoneiros que não puderam trafegar, por exemplo, podem requerer a indenização por conta dos prejuízos materiais. Para isso, devem apresentar fotos do dia do acidente, problemas causados e testemunhas. 

Informações adicionais podem ser obtidas na OAB da cidade na qual reside o munícipe, defensoria pública ou através de um advogado de confiança.