Uma pessoa morreu por suspeita de intoxicação pulmonar devido fumaça tóxica, decorrente de um acidente ambiental no porto do Guarujá, litoral de São Paulo, ocorrido na semana passada.

A vítima era a dona de casa Leia Magalhães de Maria de 68 anos, que morava no Distrito de Vicente de Carvalho, onde aconteceu a explosão de contêineres contendo uma substância tóxica à base de cloro - ácido dicloro isocianúrico de sódio.

No último dia 14, ela estava em casa quando houve a explosão. A  fumaça tóxica atingiu o local onde estava e teve inicio com náuseas, vômitos e dificuldade para respirar. Teve atendimento médico e depois foi levada para a casa de familiares em Jundiaí.

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Lá também recebeu assistência médica. Contudo, voltou a sentir-se mal e veio a falecer ontem, no Hospital Pitangueiras. O sepultamento será hoje, no cemitério de Vicente de Carvalho.

Após a morte, a família registrou boletim de ocorrência e a declaração do atestado de óbito da vítima consta como causa da morte, a insuficiência respiratória, fumaça tóxica e fuligem. 

 Bombeiros tiveram muito trabalho para conter o incêndio de 37 horas e minimizar danos a população local. Naquele mesmo dia, vários casos de pessoas foram registrados em hospitais, com sintomas de irritação em mucosas e nos olhos, além da falta de ar. Muitas pessoas tiveram que ir para casa de parentes e amigos devido a fumaça que se alastrou por toda a região.

É o segundo acidente ambiental com estado de emergência na região.

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Em abril de 2015 um incêndio em tanques contendo combustíveis, no bairro Alemoa, na região industrial de Santos demorou mais de 24 horas para ser controlado pelo corpo de bombeiros.

Acidentes ambientais com risco à população e a fauna local tem sido registrados no país, como o rompimento da barragem com rejeitos em Minas Gerais causando a destruição do distrito de Bento Rodrigues em novembro de 2015. Com os  dois incêndios em São Paulo e o desastre em Mariana serão no total  três graves acidentes ambientais em menos de dois anos no país.

É necessário a atuação mais efetiva das autoridades na fiscalização de portos e riscos ambientais às comunidades, fauna e flora local. #Doença