O embate entre taxistas e motoristas do Uber está longe de ter um fim. Nas últimas semanas, aumentou de forma considerável o número de cenas de violência envolvendo ambos os grupos em São Paulo. Diante desse cenário, nesta terça (2), o desembargador Fermino M. Filho determinou que a Prefeitura da capital paulista não tem poder para proibir as atividades do Uber naquela cidade. A decisão ainda cabe recurso.

Para o desembargador, a administração municipal não pode apreender os automóveis ou proibir a utilização do aplicativo, mesmo que a atividade ainda não esteja devidamente regulamentada. 

No ABC paulista, região formada por sete municípios da Grande São Paulo, os debates em torno do Uber ainda estão em modo embrionário, porém, em São Caetano do Sul e Mauá, as câmaras de vereadores já se moveram para proibir o serviço. 

Projetos

São Caetano do Sul foi a primeira cidade a determinar a proibição.

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O projeto apresentado pelo vereador Paulo Bottura (PTB) e aprovado em primeira instância ainda incluiu no texto que o impedimento vale para qualquer automóvel, cadastrado (ou não) em aplicativos de transporte, tendo como finalidade o lucro.

Em Mauá, nesta última semana, a Câmara aprovou, em segundo turno, a mesma proibição. De acordo com o vereador Betinho (PSDC), autor do projeto, a cidade possui déficit de táxis, e espera com isso ajudar os profissionais da categoria. O político também acredita que aplicativos como o Uber sejam úteis apenas nas grandes metrópoles.

O prefeito daquela cidade, Donisete Braga (PT), alegou que o tema não é prioridade e ainda não confirmou se sancionará ou vetará o projeto. 

Clandestinos

Em reportagem publicada em setembro de 2015, no jornal Diário Regional, o presidente do Sindicato dos Taxistas da região, Odemar Ferreira, classificou os serviços do Uber como "clandestinos". De acordo com Ferreira, uma comissão formada por taxistas deve procurar cada uma das Câmaras das sete cidades para conversar com os vereadores sobre o aplicativo. 

Nos demais municípios do ABC, entre eles Santo André e São Bernardo do Campo, até ao momento nenhum prefeito ou vereador se manifestou publicamente sobre o tema.  #Grande ABC