A gestão ambiental ficou aquém do esperado em 73% dos municípios paulistas, aponta estudo divulgado nesta quarta-feira (17) pelo #Governo do Estado de São Paulo. De um total de 410 prefeituras que participaram com relatórios da edição 2015 do programa Município Verde Azul, 299 administrações municipais ficaram sem certificado da ação.

O ranking criado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente dá notas de 0 a 100 aos municípios participantes. São dez critérios analisados pelos técnicos, como biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, qualidade do ar e esgoto tratado, como exemplos.

A participação do município no programa é voluntária, mas, para conseguir a certificação, é necessário obter, no mínimo, 80 pontos.

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O reconhecimento na gestão ambiental garante à prefeitura prioridade na captação de recursos com o Governo Paulista, por meio do Fecop (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição).

“Cabe salientar que, entre os municípios não certificados, observou-se a execução de ações ambientais com êxito e 180 cidades apresentaram melhora no desempenho com relação ao ano anterior”, analisou a secretaria. “O resultado do programa é um termômetro que mostra quais as necessidades do município para que o governo possa atuar”, completou a chefe da pasta, Patrícia Iglecias.

 

NOVO HORIZONTE

Nenhuma prefeitura conseguiu a nota máxima no programa. Com 97,13 pontos, o primeiro colocado foi o município de Novo Horizonte, localizado no Noroeste Paulista. A localidade obteve nota máxima em seis das dez categorias do Município Verde Azul.

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Uma das apostas de Novo Horizonte foi a campanha de reciclagem de óleo de cozinha. Na ação, a entrega de garrafas contendo o produto usado dava ao participante um boneco ecológico. A prefeitura também investiu em orientação sobre a poda consciente de árvores.

Com Novo Horizonte, o ranking das dez maiores notas ambientais conta, ainda, com as seguintes prefeituras: Botucatu (nota 96,7); Sertãozinho (96,68), Itapira (96,37), Catanduva (96,11), Bragança Paulista (95,19), Cerquilho (94,84), Ibirarema (94,04), Sorocaba (92,32) e Mocóca (91,74).

A capital paulista, que não foi certificada, ficou na 221ª colocação, com 56,27 pontos. A última posição foi dada a Ribeira, na região de Itapetininga, com -3,21 de nota. #Sustentabilidade