Bauru está com a responsabilidade de produzir um documento chamado Plano de Mobilidade, organizado pelo Conselho Municipal de Mobilidade, que está ligado diretamente ao Gabinete do Prefeito Rodrigo Agostinho. Esse documento deve discutir principalmente o transporte de cargas e pessoas no âmbito urbano da cidade, mas não é restrito a isso. O plano deve incluir conceitos importantes e mudanças de comportamento que podem modificar completamente a economia do município. Entre vários itens necessários, o Plano deve conter um histórico da questão de mobilidade, um diagnóstico de possíveis problemas e tendências de movimento da cidade e propostas.

Plano de Mobilidade deve ser participativo

Um plano de mobilidade deve ser discutido abertamente com a comunidade e as entidades representativas do povo e dos agentes socioeconômicos da cidade, visando principalmente uma integração de conceitos.

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Por exemplo, se a cidade decidir dar prioridade aos comerciantes, então deve ser pensado o que um comprador em potencial gostaria de ter, tais como sombra para proteger do calor, acesso liberado e espaçoso nas calçadas e árvores ou jardins agradáveis ao olhar. Além disso, deve ser estudado como o cliente chega à região comercial, quais as opções de transito disponíveis e como os diversos serviços móveis se encaixam. Outro aspecto importante é a segurança, que deve contemplar a movimentação da polícia, bombeiros e ambulâncias.

A discussão é aberta e todos os segmentos foram convidados a participar

Bauru deve lançar uma versão simplificada do Plano de Mobilidade de Bauru (PMB) até junho desse ano e para isso está se organizando com as Universidades (USC, FIB e UNESP já confirmaram interesse em participar do processo), as Secretarias Municipais, DAE e EMDURB devem contribuir com as suas “expertizes” e o Jornal da Cidade deve atuar como agente de comunicação e atuante na disseminação com a população.

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A PM também deve participar indicando prioridades de segurança em que eles atuam. As reuniões sobre o PMB ocorrem às terças-feiras, das 14 até as 16 horas na SEMMA (Secretaria do Meio Ambiente), dentro da Câmara Temática Permanente “Plano de Mobilidade”. Todos os projetos referentes à mobilidade devem passar pelo Conselho Municipal de Mobilidade, que se reúne regularmente bimensalmente na Casa dos Conselhos.

A complexidade do problema deve abranger outros tópicos como zoneamento

Existem grandes desafios a serem debatidos tais como as calçadas, cuja qualidade é uma constante de críticas tanto em relação às dificuldades para cadeirantes, idosos e cegos, como em relação ao sombreamento, em uma cidade que já registrou 41 graus Celsius em pleno inverno e cujos valores devem aumentar a cada ano. Outro grande desafio é a alocação de diferentes modais de transporte nas vias da cidade, que atualmente já conta com ciclofaixas não continuas, um número muito grande de motociclistas, um tráfego muito pesado em um centro comercial que não tem espaço para expandir as vendas, além de uso de ônibus caótico.

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É possível observar problemas na educação do transito quando tanto ambulâncias como carros da polícia ficam sem conseguir passagem em vários pontos da cidade. #Governo #Geraldo Alckmin #Crise econômica