Na próxima semana, alunos das escolas municipais de São Bernardo do Campo, no #Grande ABC, retornarão às aulas do ensino fundamental e terão pela frente uma série de desafios. 

O primeiro problema é o atraso na disponibilidade do material didático. De acordo com nota oficial emitida pela administração municipal, a entrega será realizada em 60 dias. 

O uniforme também está em processo de licitação e não há data prevista para entrega do mesmo. 

Em 2015, alegando que estava em busca de evitar o desperdício e trabalhar contra a obesidade infantil, a Prefeitura cortou parte da merenda distribuída nas escolas. Já em 2016, a licitação para a compra dos alimentos foi interrompida pelo Tribunal de Contas do Estado após uma denúncia sobre irregularidades no processo. 

Para complicar a situação, também no início deste ano, a cidade de São Bernardo se viu envolvida em um esquema de fraude na compra de merenda, juntamente com outras 15 cidades paulistas.

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O caso segue em investigação. 

Férias 

As férias de julho também viraram motivo de reclamação por parte das famílias dos alunos. Como a cidade receberá os Jogos Abertos do Interior neste ano, algumas escolas serão utilizadas como alojamento para atletas. Para não haver prejuízo, o recesso de julho será dividido com uma semana sendo cumprida naquele mês e outra semana em setembro. De acordo com a Prefeitura, o número de dias letivos obrigatórios não sofrerá alteração.

Internet

Na redes sociais o descontentamento é geral entre pais e alunos. Em um grupo no Facebook, utilizado por moradores de um dos maiores bairros da cidade, a internauta L. S. desabafou: "Chegar da reunião de pais e ouvir da professora que o material escolar e o uniforme ainda estão em licitação, que só Deus sabe quando vai chegar, e se é que vai ser entregue esse ano, é o preço que pagamos por votar nesse bando de ladrões".

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No mesmo grupo, outro internauta também se mostra descontente: "As crianças precisam começar as aulas com o material e não daqui 60 dias ou mais. O desemprego está grande e muitos pais não tem como comprar o caderno para iniciar as aulas. Isso tudo acontecendo em uma cidade com grande poder de arrecadação de impostos."

O outro lado

Em reportagem publicada no jornal Diário do Grande ABC, a respeito dos uniformes, a Prefeitura vê um lado positivo no atraso. Para este ano de 2016 haverá uma economia de 60% nos custos em relação ao ano anterior, na gestão da então secretária Cleuza Repulho.

Para a oposição, não há o que comemorar. Segundo o vereador Julinho Fuzari (PPS), os números apenas comprovam que houve superfaturamento nas licitações anteriores. 

Cleuza foi substituída por Paulo Dias (PT) após uma série de escândalos envolvendo seu nome.  #Educação