O Grupo Mabe do Brasil, representante e fabricante de diversas marcas de eletrodomésticos reconhecidas no país, entre elas GE, Continental, Bosch e Dako, entrou com um pedido de falência no mês de fevereiro. 

A empresa, que tem unidades fabris em cidades que compõem a região metropolitana de Campinas, no interior paulista, enfrentava problemas de ordem financeira e trabalhista há meses chegando ao auge da crise no início deste ano de 2016. 

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Estadão, mais de 2 mil funcionários perderam o emprego. Conforme relatado pelo sindicato do setor, os operários não receberam as verbas rescisórias no prazo correto e aguardam o auxílio da Justiça do Trabalho para resolver a questão.

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Protestos e até acampamentos na porta das fábricas foram realizados durante as últimas semanas.

A companhia multinacional, com sede no México, era responsável por grande parte da produção e venda de fogões, geladeiras e eletroeletrônicos comercializados nas principais redes de varejo do país. Os consumidores estão em estado de alerta e com dúvidas sobre o atendimento técnico dos produtos adquiridos. 

O Procon de São Paulo pede aos clientes das marcas comercializadas pela Mabe que guardem a nota-fiscal, único documento capaz de garantir os direitos no caso de problemas com os equipamentos. 

Para quem ainda tem produtos da empresa dentro do prazo de garantia, havendo qualquer defeito, pode exigir a troca por outro equipamento semelhante ou receber o valor de volta diretamente na loja em que efetuou a compra.

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O mesmo vale para itens adquiridos via internet. Caso o produto ainda não tenha sido entregue, o consumidor também pode solicitar o ressarcimento. 

Para equipamentos fora da garantia e que não tenham peças de reposição nas assistências técnicas especializadas, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é a de que seja feita a abertura de processo contra a Mabe na expectativa de receber o valor pago pelo item assim que a Justiça determinar a venda dos bens da empresa e de seus proprietários.  #Negócios #Desemprego #Crise econômica