Nesta quarta-feira (23), o blog do jornalista Fernando Rodrigues no portal UOL divulgou uma "superplanilha" da Odebrecht com mais de 200 nomes de políticos, foi divulgada pelos principais sites de notícias.

Os dados foram obtidos após uma operação da #Polícia Federal (PF) na residência de Benedito Barbosa Júnior, atual presidente da empresa, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato. 

Nomes da base governista e da oposição aparecem ao lado de valores milionários que teriam sido repassados pela empresa nas campanhas eleitorais de 2010 e anos subsequentes.

A polícia ainda não informou se as doações foram feitas dentro da legalidade, mas de acordo com comparações feitas diversos veículos de informação com as declarações registradas nas últimas eleições, muitas divergências foram encontradas.

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A diligência da PF encontrou, além da "superplanilha", uma relação com os CNPJs e dados bancários de partidos políticos juntamente com comprovantes de depósitos e outros textos impressos. 

Também chamou a atenção do noticiário os apelidos registrados ao lado de cada nome. O senador Renan Calheiros, por exemplo, foi tratado como "nervosinho", enquanto Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é o "caranguejo". 

Grande ABC

A planilha encontrada pela Polícia Federal também traz nomes de políticos de municípios do Grande ABC na região metropolitana de São Paulo, alguns com mandato ainda em vigência.

Entre eles estão: Luiz Marinho e Marcos Lula, de São Bernardo, Carlos Grana, Elizabeth Siraque, Vanderlei Siraque e Aidan Ravin, de Santo André, além de Donisete Braga, de Mauá. Com relação a esta última cidade, há também o registro de doações direcionadas para "diversos vereadores" sem especificar os nomes.

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O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, por exemplo, teria recebido cerca de R$ 1 milhão de acordo com os dados divulgados. 

Todos os citados, quando contatados, afirmaram que as doações foram repassadas diretamente aos seus respectivos partidos e que tudo foi registrado conforme determina a legislação eleitoral.  #Crise