Em 2010, a cidade de São Bernardo do Campo, localizada na região metropolitana de São Paulo, foi destaque no noticiário nacional após a Polícia Militar "estourar" um baile funk no bairro Vila Silvina, na madrugada do dia 28 de agosto daquele ano, que contava com dezenas de menores presentes, diversas máquinas de caça-níqueis e inúmeras garrafas de bebida alcoólica. 

De lá para cá, o número de bailes do mesmo estilo na região do ABC Paulista, realizados inclusive durante o dia, em plena rua, aumentou consideravelmente. 

De acordo com levantamento divulgado pelo jornal Diário do #Grande ABC, só em 2015 foram registradas mais de 10 reclamações por dia de barulho causado pelas festas, além denúncias sobre carros estacionados nas vias com o som no último volume e o consumo de drogas com total liberdade por parte daqueles que frequentam esses encontros, normalmente agendados pela internet. 

Por incentivo de moradores que cobraram uma posição das autoridades da cidade, o 40º Batalhão da PM de São Bernardo anunciou que aumentará a chamada "ronda ostensiva", principalmente nos bairros do Jardim Calux, Vila Euro e Jardim Detroit. 

Nas redes sociais, internautas comemoraram a decisão, esperando que a mesma se estenda aos demais batalhões da cidade.

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"Muitos idosos moram próximos aos locais das festas e isso é uma falta de respeito", afirma Maria Auxiliadora, moradora da Vila Carminha.

Do outro lado, aqueles que defendem os bailes alegam que a proibição fere o direito de liberdade de expressão. Em seus perfis no Facebook, jovens protestaram em prol das festas. "Baile funk é o lazer da comunidade!", argumenta um adolescente que pediu para não se identificar. 

Questão de saúde

Para os profissionais da área médica, ruídos acima de 80 decibéis podem causar danos irreversíveis à audição para quem fica exposto de forma constante ao som alto.

Até mesmo aparelhos domésticos como liquidificador e aspirador de pó, por exemplo, podem alcançar esse nível de ruído, devem haver por parte de quem os opera, a utilização de protetores nos ouvidos. #Casos de polícia