No último dia 23 de março, a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, cidade localizada na região metropolitana de São Paulo, aprovou uma solicitação de empréstimo no valor de 125 milhões de dólares em conjunto com a Corporação Andina de Fomento (CAF) para investimento em obras de infraestrutura.

O artigo de número 5 do projeto aprovado pelo Legislativo do município permite ainda que o Chefe do Executivo, o atual prefeito Luiz Marinho (PT), abra "créditos adicionais" sem a necessidade de aprovação dos vereadores. 

O dinheiro oriundo do CAF terá como destino o financiamento dos projetos de mobilidade urbana e a conclusão do Drenar, principal bandeira política de Tarcísio Secoli, candidato do PT nas próximas eleições municipais. 

Saúde

Além do empréstimo contraído para obras de infraestrutura, a Prefeitura de São Bernardo também fez um requerimento para o Banco Interamericano de Desenvolvimento solicitando o montante de 59 milhões de dólares. 

A contratação do empréstimo neste caso depende de aprovação do Senado Federal.

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) acatou o pedido do município. De acordo com o relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), São Bernardo tem situação fiscal forte e plena capacidade de honrar os pagamentos. 

Agora o empréstimo segue para votação em plenário com pedido de urgência, porém sem data definida para realização da sessão. 

Se aprovado, o dinheiro terá como destino o investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade. 

Críticas

Os empréstimos solicitados por São Bernardo com a CAF e o BID totalizam quase 678 milhões de reais de acordo com a cotação do dólar desta terça-feira (5).

Para os vereadores de oposição ao governo Luiz Marinho, o aumento na dívida do município não se justifica, ainda mais em ano de eleições.

Em Brasília, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) questionou os relatórios apresentados, mas não conseguiu impedir que a operação fosse aprovada pela CAE.

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A administração municipal garante que todas as obras serão concluídas até o final do ano e que os empréstimos não prejudicarão o orçamento da cidade.  #Grande ABC