Mesmo após o presidente interino do Brasil aprovar a recriação do Ministério da Cultura, manifestantes continuam ocupando o prédio da Funarte em São Paulo. Ao todo, catorze unidades culturais vinculadas ao MinC foram ocupadas em todo o Brasil desde a semana passada.

Os manifestantes, dos quais alguns se consideram artistas, anunciaram que permanecerão na Fundação Nacional das Artes (Funarte) por tempo indeterminado ou até que Michel Temer saía do governo e Dilma Retorne.

Na semana passada, participantes das ocupações, que possuem apoio da esquerda, de artistas conhecidos e de alguns funcionários públicos da área da cultura, afirmaram que mesmo que Michel Temer recuasse da decisão de extinguir a pasta e transformá-la em uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação, os grupos não iriam desocupar os prédios, pois desejavam a saída de Temer, governo que, segundo palavras dos manifestantes, ‘não é reconhecido’.

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Segundo os organizadores das ocupações, ao todo há cerca de duzentas mil pessoas envolvidas nesses atos que se revezam durante o dia e realizam ‘eventos culturais’ nas repartições invadidas. Os manifestantes e artistas também afirmam que apesar do ato contra o governo, é possível que as pessoas visitem o local normalmente, bem como os funcionários continuam nas dependências da Funarte.

Embora os grupos aleguem estar protestando, nada impede que o governo obtenha uma ordem judicial de desocupação compulsória do local.

Quando começou

Poucas horas após #Dilma Rousseff ser afastada da presidência da república, divulgou uma publicação em sua conta oficial do Facebook, onde convidava os militantes do partido para se mobilizarem e irem para as ruas protestarem contra o #Impeachment.

Timidamente alguns grupos começaram a protestar pelo país, muitos sendo contidos pela polícia devido atos de vandalismo.

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Tais fatos fizeram Leonardo Boff gerar grande polêmica ao usar o Twitter para sugerir que manifestantes realizassem atos de violência contra a cavalaria da Polícia Militar durante os protestos a fim de que não fossem ‘oprimidos’.

Poucos dias após a extinção do MinC, um grupo inconformado com o ‘rebaixamento’ do órgão ao status de secretaria começaram a ocupar prédios vinculados a cultura. No Rio de Janeiro houve apoio de um deputado do PSOL. Artistas conhecidos compareceram às ocupações espalhadas pelo Brasil para apoiar os grupos. #Manifestação