Ocorreu, na manhã desta segunda-feira (02), uma invasão feita pela Tropa de Choque da Polícia Militar, no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, ocupada pelos alunos secundaristas do estado, como protesto pelo escândalo de #Corrupção das merendas que envolve o governador Geraldo Alckmin (#PSDB) e o vereador Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia de São Paulo.

A decisão de reintegração de posse, pedida pelo juiz Fernão Borba Franco, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, veio poucos dias depois de denúncias contra o governo de SP, acusado de ligar o ar-condicionado do local na temperatura mínima (a cidade está sob o efeito de uma forte frente fria) e impedir que os alunos se deslocassem para locais do prédio onde o efeito do ar-condicionado fosse mais fraco.

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Tal ação foi considerada, por instituições de Direitos Humanos, um ato de tortura.

A ocupação da ETEC Paula Souza veio para confirmar os protestos dos alunos secundaristas contra as últimas denúncias e ações do governo PSDB - inclusive a reorganização escolar feita "às escuras" por Geraldo Alckmin. Embora o processo esteja na Assembleia do Estado de São Paulo para averiguação, a análise sobre a investigação dos nomes envolvidos pela Comissão de Educação e Cultura foi adiada no dia 19 de abril por falta de quórum. 

ENTENDA O ESCÂNDALO

O lobista Marcel Ferreira Júlia, que atuava pela Coaf - Cooperativa Orgânica Agrícola familiar - fez uma delação premiada em que relatou que se encontrou duas vezes com Fernando Capez para negociar contratos de fornecimento de alimentos para as escolas estaduais de São Paulo, por meio do pagamento de propina e fraude de licitação.

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Segundo as informações divulgadas na "Operação Alba Branca", para esconder o desvio, os preços dos alimentos eram inflacionados (uma caixa de suco de laranja, por exemplo, era vendida por R$ 1,85, quando o preço real era de R$ 1,65) e o excedente ia para as mãos dos denunciados. O dinheiro da propina variava entre 5% e 25% do valor total dos contratos e há a suspeita de que o arrecadado tenha sido usado para financiar ilegalmente campanhas eleitorais.