Conforme noticiado na matéria anterior, Alexandre Frota foi até a prefeitura do município de São Paulo a fim de cobrar explicações do prefeito Fernando Haddad sobre a funcionária pública da secretaria de cultura da cidade, Priscilla Toscano.

Após Priscilla defecar em logradouro público, à frente câmeras e de pedestres de diferentes idades, o jornalismo da Jovem Pan descobriu que a moça foi professora do ensino fundamental na prefeitura de São Paulo, do qual foi exonerada em 2014, porém continuou com seu vínculo com o setor público municipal.

Atualmente e até que a prefeitura enfim confira um parecer público sobre o caso, a mesma é funcionária da secretaria de cultura onde ministra orientação teatral para uma oficina de teatro.

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A mesma recebe a importância de R$2.200 mensais e ano passado ganhou um prêmio de mais de R$13 mil na Virada Cultural.

Devido a grande repercussão do caso, Priscila continua com seu grupo ora feminista, ora cultural, ora não se sabe, mas não tem se 'exposto' em redes sociais.

Alexandre Frota e Marcelo Reis, ambos do grupo Revoltados Online, pediram ao advogado Júlio Casarin, que já é conhecido também por sua luta pela #Justiça no estado, que uma notificação extrajudicial fosse protocolada junto à prefeitura de São Paulo para que Fernando Haddad explicasse se a cidadã em questão ainda é funcionária da secretaria de cultura, quais as suas atribuições, se a mesma trabalha com menores de idade, entre outras informações.

Entende-se que uma pessoa com tal conduta não possa ficar impune após seu ato.

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Ora, alguém deve dizer: 'Mas isso é direito de expressão e o mesmo está previsto na CF'. Certo, o direito de expressão possui previsão constitucional, mas o mesmo não é absoluto, pois se essa expressão 'bater' de frente com outro direito, gera uma lide que deve ser apurada e como envolve o Poder Público, cabe a prefeitura mediar e conferir a sanção necessária.

Outro ponto importante é que a mesma não se expressou pacificamente, mas teve uma atitude repudiável e que feriu o Estado, pois a partir do momento que alguém realiza ato tão torpe usando-se de uma fotografia de um parlamentar, está ferindo o Estado, pois este o representa, quer a pessoa goste ou não.

O pedido foi protocolado no último dia 17 de maio, porém não houve qualquer alarde da mídia escrita ou falada. As divulgações, ainda que tímidas, se deram pelas redes sociais. Algo tão importante e de interesse coletivo, tem sido abafado, mas por qual razão?

Vídeo sobre a notificação:

Alexandre e o grupo 'Revoltados Online' têm lutado contra a corrupção de uma maneira que muito político não o fez.

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Além de participarem de manifestações, também realizam denúncias e divulgações de materiais que tanto alguns políticos, quanto a mídia tenta ocultar do conhecimento público. Atualmente os dois grupos vinculados à Alexandre Frota, Revoltados Online e Movimento Contra Corrupção, juntos, possuem mais de 4 milhões de seguidores no Facebook.

Embora pareça apenas grupos da internet, o MCC, Revoltados, MBL, entre outros, têm feito muita diferença na hora de mobilizar os cidadãos para lutar por seus direitos e exigir o fim da corrupção no país.

O problema é que mesmo com ações importantes como essa, eles são vistos pela mídia como apenas páginas de uma rede social. Talvez boa parte da mídia apenas os esteja subestimando, ou simplesmente sabem que se eles continuarem, o estrago contra os que devem, será grande.

E você, qual a sua opinião sobre isso? Deixe seu comentário. #Comportamento #Protestos no Brasil