Circular pelas ruas paulistanas durante as noites é um desafio. Especialmente pelas proximidades dos parques noturnos da cidade. 

Os espaços verdes da cidade são bem iluminados. Mas seus arredores são mal iluminados, seus acessos ermos e sombrios.Uma pessoa com dificuldade de visão é impossível caminhar por uma passarela que liga o parque do Ibirapuera a Vila Mariana.

Difícil sair do parque ás 17h50 de um domingo frio, com uma leve garoa e circular por uma travessia escura, com alguns jovens consumindo drogas pela via de pedestres que cruza a avenida Rubem Berta.

Sem contar a região central, super mal iluminada. Especialmente algumas ruas que não receberam melhorias, como a 24 de maio, Barão de Itapetininga e algumas do entorno da praça da Sé.

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Já as periferias? Sem comentários. 

As paradas de ônibus são um breu. Na avenida Mateo Bei, comerciantes precisam fechar suas lojas pontualmente às 19h ou as 20h para evitar quaisquer dissabores e inconvenientes com o inimigo alheio por causa da ausência de iluminação da avenida.

Há um projeto de iluminação dos passeios da principal via comercial da região de São Mateus,  onde até o momento não saiu da gaveta. Fizeram os jardins, os gradis e as luminárias estão instaladas. Logo, falta a ligação dessas lâmpadas e até então, encontram-se desligadas. É o velho jogo do empurra-empurra, a responsabilidade é de um e de outro e assim vai.

Enquanto isso, a população, punida por um poder público que segrega faixa de ônibus, aumenta horário de proibição de estacionamento, punindo cada vez um consumidor, com poucos recursos para consumir, o comerciante de rua padece e "se vira nos 30" para pagar seu aluguel.

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Incentivar o uso do transporte publico é necessário. Sim. Mas um transporte racional, com respeito aos horários, com respeito das empresas com seus operadores e seus operadores respeitando o usuário. Logo, nos dias atuais, há uma falta de respeito sistêmica, onde o poder público não proporciona o mínimo para a segurança de um cidadão, com vias mais iluminadas e o mínimo de segurança possível para o pedestre e um transporte público ineficiente, que não respeita horários.  #Negócios #Crise #Casos de polícia