Em assembleia realizada nesta segunda-feira (23), os metroviários de São Paulo decidiram adiar a #Greve que estava marcada para começar amanhã (24). Entretanto, o risco de paralisação no sistema metroviário ainda não está descartado, já que a classe planeja iniciar uma nova greve no dia 1º de junho. De acordo com os metroviários, os empresários do Metrô ofereceram uma proposta que não atende à reivindicação da classe e retira direitos dos trabalhadores. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo acusa ainda o governador #Geraldo Alckmin de sucatear o modal de transporte. A proposta de adiar a greve partiu do Tribunal Regional do Trabalho, já que trabalhadores e empresários não chegaram a um acordo.

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Durante a assembléia, ficou definido também que os metroviários participarão, nesta terça-feira (24), do "ato unificado em defesa dos serviços públicos estaduais", que acontece na Praça Roosevelt, às 17h. De acordo com os organizadores da manifestação, o objetivo é protestar contra o sucateamento dos serviços de transporte, saneamento, educação e segurança promovido pelo governo do estado de São Paulo.

De acordo com eles, os metrôs e trens estão se deteriorando, há falta de água em diversas regiões, escolas sem merendas e materiais básicos como giz, e a Fundação Casa está cada vez mais distante do seu objetivo de recuperar jovens infratores. O protesto contará com a participação de metroviários, ferroviários, professores, estudantes, além de  trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e da Fundação Casa.

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A movimentação dos metroviários, entretanto, tem sofrido críticas da população. "É no mínimo estranho os metroviários chamando (a população para) um ato contra o governo e pedindo a participação dos estudantes. Afinal, em dezembro de 2015, na estação da Sé, (eles) agrediram estudantes, fotógrafos e qualquer pessoa que estivesse no lugar errado, na hora errada", desabafou uma internauta no perfil do evento no Facebook.

A próxima assembleia para confirmar ou refutar a greve acontece no dia 31 de maio, na sede do sindicato. #Protestos no Brasil