O maior complexo hospitalar da América Latina. São mais de 2200 leitos. Dentro do HC (Hospital das Clínicas) funcionam seis institutos especializados e é do ambulatório de neurologia que vem a denúncia de venda de vagas, que deveriam ser de graça. A revelação foi feita hoje pelo jornal Diário de São Paulo. Durante três semanas, a reportagem investigou um esquema que envolve funcionários e coloca sob suspeita a atuação de um médico. A fraude permite ter acesso a medicamentos, exames caros e até cirurgias, tudo mediante pagamento de propina. A reportagem identificou o envolvimento de um médico e um funcionário da manutenção, além de auxiliares administrativos.

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Tudo indica que o médico é conivente com todo o esquema.

Pagando a quantia de R$380, o repórter obteve um cartão de identidade, o qual prova que ele é paciente do HC. Além disso, ele 'furou' a fila do SUS (Sistema Único de Saúde) e ainda recebeu de um neurologista a receita que precisava.

A apuração feita pelo Diário de São Paulo mostrou que o pagamento de propina agiliza o atendimento. Em apenas uma semana, é possível a consulta com o neurologista, uma agilidade que o paciente do SUS não tem. O tempo de espera na fila para um exame ou por uma consulta, pode levar até um ano. E para conseguir chegar até o HC, o paciente ainda depende de um encaminhamento, que só é dado pelo posto de saúde ou pelo hospital do bairro onde mora.

De acordo com a denúncia, a negociação é feita por Dorivaldo Teixeira Santos, um auxiliar de serviços gerais.

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Na filmagem feita pela equipe de reportagem do Diário, Dorivaldo demonstra uma boa relação com outros funcionários do HC e até com o médico neurologista. Na matéria ainda diz que ele inclusive chegou a entregar documentos na mão do médico, prática não exercida na sua função.

Toda a negociação com Dorivaldo foi gravada pela equipe do Diário, e você confere no vídeo abaixo:

Na gravação, Dorivaldo revela o nome do médico conivente com a prática: Bernardo Assumpção de Mônaco. Mas não é apenas o nome de Bernardo que é citado. Segundo Dorivaldo, ele é o único caminho para conseguir atendimento rápido. Dorivaldo revela na gravação que a prática é feita há pelo menos 7 anos. #Crime #Corrupção #Casos de polícia