A cidade mais populosa e mais rica do Brasil possui um outro lado da moeda que a sociedade tenta fingir que não existe: a situação dos moradores de ruas.

Embora eles sempre tenham existido em qualquer cidade, o número tem aumentado e o poder público não possui vagas suficientes em albergues, tão pouco existem políticas sociais para resgatar essas pessoas. Por conta disso, muitas, ainda que enfermas, perambulam pela cidade aguardando um futuro incerto e muitas delas possuem um fim trágico em meio à esse cenário de negligência.

Isso pode ser comprovado com dados divulgados pelo Instituto Médico Legal, que afirmou que desde o início de junho, vinte e cinco #Moradores de Rua já morreram.

Publicidade
Publicidade

A maior parte deles sofria de algum tipo de enfermidade, como pneumonia. Nos últimos dias, pelo menos cinco morreram em decorrência do frio.

Parecer oficial

O IML acredita que as mortes não estejam relacionadas com hipotermia, mas muita gente discorda. Os cinco últimos casos de morte nos dias mais frios de São Paulo apontaram como causa ataque cardíaco, pneumonia e um caso de pancreatite. Existe a possibilidade do frio intenso ter ocasionado o ataque e a pneumonia.

A prefeitura de São Paulo também não confirma nenhuma morte por frio, mas uma ação para a retirada de colchões e papelões de moradores de rua foi iniciada oficialmente nessa segunda-feira, 13, mas há quem diga que esse trabalho já vinha acontecendo. Questionado pela imprensa, o prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT), disse que o objetivo é não 'refavelizar' a cidade e que existem albergues para abrigar os moradores de rua.

Publicidade

A prefeitura alega ter mais de 11 mil vagas nos albergues, mas a população de moradores de rua é superior à quinze mil. Além disso, o deslocamento é longo entre o local onde os andarilhos ficam e o albergue mais próximo. Muitos acabam preferindo ficar onde estão e outros, ainda que consigam algum transporte da prefeitura, preferem não ir devido algum trauma ou insegurança.

Enquanto essa discussão perdura, os termômetros de São Paulo marcaram 3,5º na capital na última segunda-feira e teve bairros que chegaram à 0º. Em meio à esse frio, quem leva a pior é o morador de rua que ficou sem o seu colchão para sobreviver na cidade grande. #PT #Mudança do Clima