Nessa terça-feira, 14, o prefeito do município de São Paulo, Fernando Haddad (#PT), declarou que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) está retirando os papelões e colchões de moradores de rua em 17 praças da capital para evitar que barracos sejam montados nesses mesmos locais.

Segundo o prefeito, todas as pessoas que estavam vivendo nas praças foram recolhidas por 'equipamentos da prefeitura'. A cidade dispõe de alguns albergues públicos, entretanto, não comportam a quantidade de moradores de rua existentes na atualidade.

Também há os casos de pessoas que por algum trauma ou insegurança, preferem ficar nas ruas do que passarem as noites em albergues e abrigos improvisados.

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A acessibilidade até a maior parte dos abrigos também é muito escassa para grande parte daqueles que não têm para onde ir.

Existem duas medidas internas da Guarde que regularizam a retirada dos colchões e papelões dos moradores de ruas para, segundo a informação oficial, não 'privatizarem os espaços públicos', fazendo de calçadas e praças suas moradias. Segundo informou o 'Estado', Haddad quer evitar a 'refavelização' das praças públicas da cidade.

A conduta coincide justamente com o outono mais frio de São Paulo nos últimos anos. Todas as madrugadas possuem temperaturas abaixo de 10º e mais de uma vez alguns pontos da capital registraram entre 0º e 3º. Pequenos grupos de católicos e evangélicos tentam colaborar distribuindo roupas e sopas para outros pequenos grupos de moradores de rua, mas ainda assim, muita gente não tem acesso a essa ajuda e todos permanecem à mercê de um futuro incerto.

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Haddad afirma que se alguém for vítima de alguma conduta arbitrária dos guardas municipais, como a retirada de objetos pessoais, o que não é permitido, basta denunciar para que um procedimento administrativo seja aberto imediatamente para apurar a conduta dos agentes. O problema é que, a maioria daqueles que vivem à margem da sociedade, vistos como estorvos para grande parte da população, não têm coragem de fazerem uma denúncia. São mundos diferentes dentro de uma mesma cidade.

Problemas à longo prazo

Há alguns anos, quando #Fernando Haddad apareceu sendo apoiado por Dilma e Lula, a população mais pobre acreditou que o paraíso seria instaurado na vida dos mais necessitados da cidade mais rica do país, entretanto, quase quatro anos se passaram e a gestão de Haddad se resume em ciclovias, industrias das multas de trânsito e muita insatisfação, tanto da classe média que recebe multas absurdas, quanto por aqueles que continuam sendo vistos como uma simples massa eleitoreira.

As duas últimas pesquisas eleitorais apontam o PT em terceiro e quarto lugares, respectivamente, para administrar a prefeitura de São Paulo.

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O município possui grande número de eleitores do PT, sendo que a maior parte destes são mais pobres ou vieram de outros estados onde viviam em situação igual ou pior financeiramente.

Já no estado de São Paulo como um todo, a maior parte da população é anti-PT, tanto que Geraldo Alckmin foi eleito governador em primeiro turno com quase 58% dos votos, o que equivale à mais de 12 milhões de eleitores. O candidato Padilha, do PT, ficou em terceiro lugar com pouco mais de 3 milhões de votos. Naquele ano disputou Paulo Skaf, que teve 21% dos votos e ficou em segundo lugar e também houve uma abstenção de mais de seis milhões de eleitores.

Qual a solução para mudar a realidade dos moradores de rua? Compartilhe a sua opinião deixando um comentário. #Governo