Na noite deste último sábado (25) uma triste notícia chegou à casa da família de um menino de 12 anos, morador de São Paulo. Os vizinhos avisaram que Waldik Gabriel Chagas havia morrido após ter sido baleado. Todos ficaram em desespero, mas a revolta veio mesmo quando souberam que quem atirou foi um policial. Ainda na noite de domingo (26), os pais da criança não tinham conseguido liberar o corpo.

A mãe do menino assassinado, a senhora Orlanda Correia Silva, de 47 anos, trabalha como ajudante de cozinha e está desesperada: "Não acordei ainda, não estou acreditando", disse a mulher sem chão, diante da notícia. Ela contou que todos os dias precisa sair de casa às 5 horas da manhã para trabalhar e não sabe o que acontece com a família no decorrer do dia.

Publicidade
Publicidade

Dona Orlanda contou que seu filho nunca chegou a ser detido, mas há alguns meses vinha dando problema e começou a se envolver em assaltos. Vizinhos e amigos chegaram a contar a ela que o filho estava saindo com "um pessoal errado", mas agora a mãe quer justiça e lamenta: "Mataram meu filho".

Waldik tinha apenas 12 anos e uma vida inteira pela frente. Nasceu em Brumado, no estado da Bahia, mas logo se mudou para São Paulo com a família. Ao todo, são 9 filhos que moram na Cohab Barro Branco 2, que fica bem próximo de onde o assassinato ocorreu.

A mãe do menino ainda não sabe informar quem estava com ele no automóvel quando houve os disparos, mas os vizinhos afirmam que a Guarda Civil Metropolitana chegou a atirar por quatro vezes e sem ter nenhum motivo para tal procedimento.

O pai questiona o motivo pelo qual os agentes não atiraram para o alto, ou então não deram tiros no pneu do veículo, forçando sua parada.

Publicidade

Waldik Chagas, 37 anos, pai do menino assassinado, está desolado. O filho foi morto com um tiro na nuca e é mais um caso que choca o país.

Após ser levada para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a mãe do menino revelou que ficaram perguntando se o filho era um criminoso e ela respondeu que ele nem aguentava segurar uma arma. O corpo do menino será enterrado no cemitério Vila Formosa. #Crime #Violência #Casos de polícia