Um processo aberto na #Justiça pede a falência da empresa Volkswagen do Brasil por falta de pagamento de peças produzidas e entregues nas unidades localizadas em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e também em Taubaté e São José dos Campos, no interior paulista. 

O requerimento foi feito pela Metalzul, fornecedora da montadora alemã, que alega ter a receber mais de R$ 6 milhões. O advogado Gabriel B. Martins explicou em entrevista ao jornal Diário do #Grande ABC, publicada neste sábado (11), que a Volks iniciou o "calote" em 2015, após uma discussão sobre reajustes nos valores dos pedidos.

Os alemães teriam se irritado e iniciado um processo de exclusão da Metalzul do quadro de fornecedores, exigindo que esta última se responsabilizasse por todos os custos de produção, incluindo embalagens e fretes, tendo o mês de março como prazo para término do contrato entre ambas.

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Porém, no meio do caminho, conforme explicou Martins, os pagamentos cessaram. 

Pedido de falência

O processo aberto pela Metalzul aberto na Justiça é uma saída para tentar chamar a atenção da Volkswagen. Se a Justiça acatar o pedido, a montadora será obrigada a efetuar o pagamento de cerca de R$ 6 milhões (em valores atualizados). 

Segundo a empresária Cornélia Kriemann, proprietária da Metalzul, 200 empregados foram demitidos após essa crise entre as empresas. A parceria entre ambas durou quase cinco décadas, mas "sempre foi essa briga para receber", explica a executiva.

O caso lembra a recente discussão entre a fabricante de bancos automotivos Keiper, com unidade no município de Mauá. O envio de peças para a Volkswagen foi paralisado após a fornecedora exigir o aumento nos valores praticados, o que foi negado pela montadora. 

De acordo com o jornalista Fábio Munhoz, o jornal Diário do Grande ABC tentou contato com a direção da Volks ao longo da semana, sem obter sucesso.

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Não há outros detalhes sobre o processo aberto pela Metalzul que, segundo especialistas consultados pela Blasting News, deve se estender pelo mês de junho, até que se tenha uma posição do juiz competente.  #Negócios