Talvez algumas pessoas já tenham se esquecido, mas há mais ou menos um mês, poucos dias após a aprovação da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, um coletivo de artistas desconhecidos decidiram fazer um protesto contra os 367 votos favoráveis à saída de Dilma.

No entanto, o protesto acabou gerando muito mais repercussão do que o próprio grupo podia prever. Isso porque em uma estranha demonstração de insatisfação com o resultado da votação, os ‘artistas’ colocaram no chão trinta e sete fotos de deputados federais que votaram pelo sim ao processo de impeachment e promoveram o argumento esquerdista através de um ‘vomitaço’ e ‘cuspaço’ nas fotos.

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Priscilla Toscano, que já deu aula para crianças entre 2010 e 2014 na prefeitura de São Paulo, decidiu extrapolar e urinou e defecou na frente de todo mundo, com direito à pose para a câmera. O ato foi realizado sobre uma foto branco e preto do deputado federal eleito pelo PSC-RJ, Jair Bolsonaro.

Entretanto, a repercussão foi tão grande que inclusive quem não conhecia ou não simpatizava com o deputado criticou a professora e atriz, que como consequência, desapareceu. Primeiro seu perfil no Facebook foi excluído, depois seu blog foi restrito só para leitores convidados e por fim, ela não apareceu mais no trabalho.

Na semana em que promoveu o ‘protesto’, foi oficialmente anunciada como contratada do Programa Vocacional da prefeitura de São Paulo. Nesse programa, Priscilla executaria a função de orientadora do curso de teatro.

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Esse projeto dispõe de várias modalidades artísticas, como dança e artes visuais. Priscilla é formada em artes cênicas, por isso conseguiu ser selecionada por edital  para ministrar as aulas.

Conforme é divulgado publicamente pela Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, podem participar de quaisquer modalidades desse programa, todos os moradores da cidade a partir dos 14 anos de idade.

Recentemente, em breve entrevista para a Rádio Jovem Pan, um funcionário do teatro onde Toscano daria as aulas informou que ela nunca apareceu para trabalhar, mas que outro orientador ficou em seu lugar, que por sinal, era o mesmo que já ministrava as aulas antes de ser anunciada a contratação da mesma. Em contatos posteriores a este, alguns funcionários do teatro nem sabiam quem era Priscilla.

No teatro, não foi possível obter qualquer informação sobre a orientadora, como por exemplo, se saiu da secretaria de cultura ou se obteve transferência para outro departamento, teatro ou projeto cultural.

O contrato de Priscila começou a vigorar em abril com data de término para 30 de novembro. A secretaria de Cultura foi questionada sobre o paradeiro da funcionária, mas não conferiu nenhuma resposta. Alexandre Frota protocolou uma notificação extrajudicial para que a prefeitura prestasse contas sobre a moça, mas até o momento, nenhuma informação foi divulgada. #Viral #Protestos no Brasil