Atualização: Em comunicado oficial, a Volkswagen do Brasil informou que "As projeções da Anfavea apontam para uma indústria de 2 milhões de veículos em 2016, uma queda de praticamente 20% comparado a 2015, e 40% comparado a 2014, quando foi estabelecido o acordo trabalhista em vigência com os empregados da Volkswagen do Brasil para a fábrica Anchieta. Por essa razão, a empresa retomou as discussões com o sindicato para que nas próximas semanas sejam construídas alternativas para o novo cenário que se impõe, além de outras medidas de eficiência e organização para a fábrica Anchieta."



A montadora alemã Volkswagen anunciou nesta semana que há um excedente de 3 mil trabalhadores na planta Anchieta, localizada no município de S. Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. 

De acordo com a empresa, a queda na produção e o fraco desempenho nas vendas são os principais fatores que contribuem para esse cenário excedente de operários.

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A situação já foi repassada ao sindicato da categoria que tenta negociar maneiras para evitar essas demissões.

No ano passado, diretores da companhia e do SMABC concordaram em manter os empregos até o final de 2019 se a produção se mantivesse na faixa de 240 mil carros por ano, o que não aconteceu. Os novos acontecimentos envolvendo a economia brasileira também contribuíram para uma mudança no cenário a longo prazo, o que vem exigindo mais conversas entre patrões e empregados. 

Segundo a Volks, a queda nas vendas atingiu o patamar negativo de 34% nos últimos seis meses em comparação com o primeiro semestre de 2015. 

Laboratório Delboni

Os funcionários do laboratório Delboni da unidade de S. Bernardo do Campo interromperam as atividades nesta terça (12) em protestos pela atitude da empresa em não atender às exigências da campanha salarial da categoria que tem como data-base o dia primeiro de maio. 

Para Almir Rogério, presidente do SindSaúde ABC, "os patrões precisam levar a campanha a sério", e se a empresa não se posicionar, a paralisação deve continuar nesta quarta-feira.

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"Já chegamos ao mês de julho e até este momento o SindiHosp só apresentou propostas indecorosas", afirmou o sindicalista.

Para o SindSaúde, o Grupo DASA tem perfeitas condições de aceitar o aumento proposto de 7% e parcelado em três vezes. "A empresa teve um crescimento de cerca de 6% no último ano e está oferecendo um reajuste abaixo da inflação. Não vamos aceitar esmola", argumentou Rogério. 

O sindicato patronal foi procurado pela Blasting News, mas a assessoria do mesmo não se manifestou oficialmente até o momento da publicação desta reportagem.  #Desemprego #Greve #Grande ABC