A empresa General Mills, fabricante de alimentos e dona de marcas tradicionais como Yoki, Kitano, Häagen-Dazs, entre outras, anunciou nesta quinta-feira (21/7) uma reestruturação corporativa que vai atingir em cheio as fábricas localizadas no Brasil, China e Estados Unidos. 

A produção da unidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, será transferida para outra localidade (ainda não determinada). No ABC ficarão apenas as áreas administrativas, de marketing e de recursos humanos. No interior de São Paulo, a fábrica de Marília será totalmente desativada. 

De acordo com nota oficial emitida pela General Mills, mais de 400 operários serão dispensados em uma negociação que está em andamento com os sindicatos paulistas.

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Tanto o encerramento das atividades em Marília como as mudanças na produção de São Bernardo estão agendadas para o próximo dia 19 de agosto. 

A decisão da empresa é mais um duro golpe na economia do ABC Paulista que há anos não reage à perda de empresas para outras cidades e regiões. O local que foi o berço, por exemplo, da indústria automobilística do país, viu desaparecer mais de 15 mil empregos somente nos últimos dois anos. 

Segundo a empresa, o objetivo das mudanças é promover uma reestruturação que dê fôlego financeiro para a companhia voltar a crescer, melhorando a eficiência da operação para retomar o crescimento nos próximos anos. 

China

Na China, a General Mills encerrará a produção de cereais, incluindo os da marca Trix, o que deve gerar uma demissão de 300 funcionários. Outros produtos também deixarão de circular nas prateleiras dos mercados asiáticos em breve. 

Estados Unidos

A empresa também optou por desativar provisoriamente a fábrica na cidade de Vineland, em New Jersey, mas o encerramento das atividades ainda depende de uma longa negociação com sindicalistas locais. 

A unidade de Martel, no estado americano de Ohio pode ser vendida em breve, mas o negócio também depende do aval dos sindicatos.

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Nos Estados Unidos, as mudanças podem gerar quase 600 demissões.  #Negócios #Grande ABC