As obras de combate às enchentes em São Bernardo do Campo, município da região metropolitana de São Paulo, são aguardadas por moradores há décadas. A promessa de uma solução definitiva para o problema que afeta vários bairros, mas principalmente a região central da cidade, não será cumprida no prazo combinado. Ao menos é o que declarou o atual prefeito, Luiz Marinho (PT), conforme noticiado pelo jornal Diário do #Grande ABC, neste domingo (25/7).

O petista está no final do seu segundo mandato e apostava nas obras como a principal vitrine para eleger seu sucessor, Tarcísio Secoli, também do PT, nas eleições municipais de outubro de 2016.

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O adiamento das obras foi destacado por Marinho justamente durante discurso realizado em São Bernardo, na Associação dos Funcionários Públicos, enquanto promovia a candidatura de Tarcísio. 

Segundo o prefeito, a responsabilidade do atraso seria do governador Geraldo Alckmin que não teria feito um repasse de mais de R$ 25 milhões no ano passado e outra transferência, de mesmo valor, no início deste ano, comprometendo definitivamente o cumprimento dos prazos. Marinho ainda se referiu a Alckmin com palavras duras. "Ele olhou nos meus olhos dizendo que eu poderia confiar na liberação do dinheiro... Sabe quanto liberou? Nada... É um tratante", afirmou. 

Por meio de uma nota oficial encaminhada para a imprensa, o governador respondeu às críticas informando que o pagamento não foi feito por motivo de impedimento legal da Prefeitura de SBC junto ao Cadastro de Crédito estadual (Cadin).

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Segundo Alckmin, outro impeditivo é a proibição de convênios a partir de 2 de julho devido ao processo eleitoral. 

O piscinão do Paço enfrenta problemas há meses e é motivo de polêmica desde o início da construção. O ritmo das obras diminuiu desde 2014 quando a construtora OAS, alvo da Lava Jato, interrompeu as atividades, demitindo mais de 300 operários. Mesmo retomado, o projeto seguiu lento, porém havia a expectativa de conclusão até dezembro de 2016, o que agora se sabe que não será possível.