Fundada no ano de 1960 pelo empresário Yoshizo Kitano, a Yoki foi comprada há quatro anos pelo grupo General Mills com investimento da ordem de R$ 2 bilhões. Dona de marcas consagradas no mercado brasileiro como Kitano, Mais Vita, Tori (para passáros), a companhia foi parar em todos os jornais em 2012 quando um dos seus principais executivos, Marcos Kitano Matsunaga, foi morto e esquartejado pela esposa. 

Recuperada do baque, ganhando novo fôlego com a General Mills, a empresa ampliou sua participação no mercado até que a notícia de uma reformulação organizacional surpreendeu a todos. Nos últimos dias, foram anunciados o fechamento da unidade de Marília, no interior paulista, e o encerramento da linha de produção em São Bernardo do Campo, ficando apenas a equipe administrativa trabalhando no local. 

Segundo a direção da companhia, até o próximo dia 19 de agosto, todos os operários são-bernardenses serão demitidos. 

Sindicato tenta acordo

Nos dias 22 e 26 de julho, os trabalhadores da Yoki se reuniram para tentar encontrar soluções que evitassem o encerramento das atividades de produção na fábrica de São Bernardo do Campo.

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Em paralelo, menos otimista, o sindicato da categoria encaminhou propostas de benefícios e compensações para os demitidos, além de pedir estabilidade de emprego de até dois anos para os funcionários que continuarão trabalhando na área administrativa. 

O departamento de recursos humanos da Yoki esclareceu que todas as verbas de rescisão serão pagas dentro do prazo estabelecido por lei. O pacote inclui ainda valores proporcionais da participação nos lucros e resultados, manutenção do plano de saúde por determinado tempo e apoio na recolocação profissional. 

Os representantes dos operários ainda lutam para reverter as demissões, argumentando que a unidade de São Bernardo foi a única a não fechar o ano de 2015 no vermelho. Novas reuniões entre patrões e empregados devem ocorrer nos próximos dias. 

O que será da marca Yoki?

De acordo com a General Mills, todos os produtos Yoki, Kitano, Mais Vita, Tori, entre outros que tiveram origem no Brasil, continuarão disponíveis para o mercado interno e serão produzidos em outras unidades da empresa como as localizadas na cidade de Pouso Alegre (MG) e Cambará (PR).  #São Bernardo do Campo #Desemprego #Grande ABC