A estudante de veterinária, Juliana Bartella, 22 anos, relatou que sentiu uma forte dor de cabeça que durou por volta de três semanas, e, logo depois, não conseguia mais mexer uma das pernas nem as mãos, sendo impossível, inclusive, realizar uma ligação de telefone.

As consequências levaram os pais de Juliana a percorrerem 230 km para chegar na cidade de Botucatu, interior paulista, e trazer a filha para um hospital da capital, no qual ficou internada na UTI (Unidade Terapia Intensiva). 

O diagnóstico realizado através de um exame de ressonância magnética, concluiu que Juliana sofreu uma trombose venosa cerebral. Os motivos não eram evidentes, pois a estudante não fumava e não tem histórico familiar com a mesma #Doença, então, a equipe médica concluiu que, provavelmente, o #anticoncepcional é o que prejudicou.

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Ela fazia o uso do remédio há cinco anos, e diz ter levado um "choque" quando soube o motivo.  

Em um relato que fez em redes sociais, Juliana diz que ficou impressionada com a quantidade de mulheres que relataram problemas parecidos com o que aconteceu com ela. A fabricante do anticoncepcional Yaz, é a Bayer, que, em resposta, disse que são "pequenos" os casos de trombose venosa ao utilizar o remédio, e que o anticoncepcional oral é o método mais utilizado em todo o mundo. 

Após um mês e meio internada, Juliana fez uso de anticoagulantes e teve uma leve alteração na sua visão e não poderá fazer uso dos anticoncepcionais orais nunca mais.

Trombose venosa

A doença atinge quatro vezes mais mulheres que tomam anticoncepcionais da terceira geração, segundo pesquisa realizada pela BMJ Today. Os hormônios que contém nas pílulas, podem reagir de diversas formas no organismo, como dilatando os vasos sanguíneos, alterando a viscosidade e coagulando o sangue. 

Os anticoncepcionais da primeira e segunda geração diminuem esse risco, enquanto os remédios da terceira geração chegam a duplicar a possibilidade de trombose nos pacientes que necessitam da pílula.

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Em países desenvolvidos, o uso da pílula oral chega a 18% em mulheres com idade reprodutiva. 

  #Medicina