A vida de #Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal brasileiro que deu grande contribuição na luta pelos #Direitos Humanos, será divulgada em uma exposição, organizada pelas jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri, biógrafas do religioso. Elas criaram uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo), tipo de financiamento em que o colaborador faz uma doação e recebe uma recompensa.

Intitulada "Dom Paulo Evaristo, Cardeal Arns - 95 anos", a campanha está hospedada na plataforma do Catarse e aceita doações a partir de R$ 10. A meta é chegar a R$ 400 mil para poder custear os gastos do evento. Doações podem ser feitas tanto por pessoas físicas como por empresas.

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A exposição deverá focar a luta de Dom Paulo contra a repressão da Ditadura Militar (1964-1985) e deverá acontecer em um símbolo do Regime, o antigo prédio do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops), hoje Memorial da Resistência. Ali muitas pessoas contrárias à Ditadura foram torturadas e mortas.

A expectativa das organizadoras é abrir a exposição no dia 10 de dezembro deste ano, comemorando o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Durante o evento, o livro escrito pelas jornalistas “Dom Paulo Evaristo Arns – Um homem amado e perseguido” será relançado.

Aos 95 anos de idade, Dom Paulo celebrou recentemente 50 anos de episcopado (ordenação de bispo) e recebeu as congratulações do Papa Francisco.

Trabalho em defesa dos direitos humanos

No início da Ditadura Militar, parte da #Igreja Católica apoiou a tomada do poder.

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Entretanto, pouco depois, membros da entidade passaram a denunciar as violações e, ao mesmo tempo, perseguidos pelo Regime. Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Helder Câmara e Dom Aloísio Lorscheider são exemplos de líderes católicos que enfrentaram a repressão.

De forma velada, Dom Arns mobilizou apoiadores no exterior, encontrando líderes e denunciando os abusos e a violência ditatorial. No Brasil, junto com seus apoiadores, conseguiu apoiar movimentos sociais que combatiam os militares. Em 2011, relatórios obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo revelaram como o arcebispo conseguiu combater a repressão e os crimes contra os direitos humanos no país.