Após a grande reviravolta no caso de #Patrícia Lélis e suas acusações contra #Marco Feliciano e Talma Bauer, a polícia civil de São Paulo concluiu as investigações do caso nessa sexta-feira, 12. A conclusão, entretanto, não é o que a moça esperava.

O delegado, Luís Roberto Hellmeister, afirmou que Lélis nunca foi sequestrada e que por ter mentido, pode ser indiciada e até mesmo presa temporariamente, no caso de descumprimento de uma solicitação para viajar até São Paulo para depor. Patrícia mora em Brasília.

As investigações concluídas são referentes ao suposto sequestro e cárcere, que Patrícia denunciou na última sexta-feira, 5.

Publicidade
Publicidade

Quanto ao crime de extorsão, a polícia civil de São Paulo ainda está analisando o caso, mas, ao término do inquérito, deve indiciar Patrícia por tentativa de extorsão e denunciação caluniosa. Já Artur Mangabera, apontado no vídeo como um intermediário entre Patrícia e Bauer na hora de receber suposto valor entre R$10 mil e R$50 mil, será indiciado por extorsão.

Resposta da defesa de Patrícia

José Carlos Carvalho, advogado de defesa da estudante de jornalismo, Patrícia Lélis, afirmou que não levará a moça com ele em sua ida para São Paulo, pois ela é desprovida de recursos para manter as viagens.

#Prisão x Entendimento jurídico

Legalmente, o delegado tem autonomia para pedir a prisão temporária da investigada, entretanto, a decisão poderia ser derrubada, facilmente, por um habeas corpus, já que uma carta precatória policial seria o suficiente para notificar a moça de que foi indiciada.

Publicidade

A decisão do delegado, baseando-se apenas na ausência de Patrícia, poderia configurar abuso de poder, pois Luís disse que se ela não vier, ele pedirá a prisão, mas se vier, não o fará.

Relembre o caso

Na semana passada, Patrícia acusou o deputado federal, Marco Feliciano, de ter tentado abusá-la sexualmente em junho. Depois de gravar dois vídeos desmentindo as acusações que havia feito, a moça se dirigiu ao 3º DP de Campos Elíseos, em São Paulo, e registrou ocorrência contra o assessor do político, Talma Bauer, alegando que foi sequestrada e obrigada a gravar os vídeos.

Entretanto, no dia seguinte, o caso começou a ganhar uma reviravolta. Para começar, prints de mensagens e nudes que teriam sido enviados pela moça ao parlamentar, surgiram na internet. Em meio a muitos questionamentos da veracidade das imagens, o site que as divulgou, salientou que uma delas teria sido enviada pelo próprio deputado, por descuido, enquanto conversava com pessoas do Pânico no Rádio pelo Twitter, no mesmo dia em que fez uma participação no programa por telefone.

Abaixo seguem alguns desses prints: